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17 de Out de 2008
Em relação à matéria publicada no jornal O Globo, no dia 09/10/08, na qual o consagrado pesquisador Luc Montagnier, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina deste ano, põe em dúvida o tratamento fornecido pelo governo brasileiro a índios da Amazônia portadores do vírus do HIV, o Ministério da Saúde do Brasil e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) gostariam de prestar os seguintes esclarecimentos:
- A Amazônia brasileira é a região de menor prevalência do vírus HIV e última fronteira do país atingida. A população indígena está presente em 24 Estados da Federação, com uma população de 529.111 pessoas distribuídas em 4.095 aldeias, 287 etnias, falando 180 línguas distintas, sendo que a Amazônia Legal concentra 277.666, ou seja, 52,47% do total.
- A Funasa (responsável pelo gerenciamento da saúde indígena), em parceria com o Programa Nacional de Combate à Aids do Ministério da Saúde, tem investido na organização dos serviços de saúde que contemplem as ações de prevenção, assistência, vigilância e monitoramento no campo das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis, incluindo a Aids) no âmbito dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. O trabalho é focado na participação das comunidades nas atividades, respeitando as culturas indígenas e os saberes tradicionais, o que traz um desafio devido aos padrões diferenciados de vivência da sexualidade com complexas redes de parcerias sexuais.
- Para a garantia do acesso aos serviços de atenção a estas doenças, uma estratégia tem sido adotada, que é a implantação do teste rápido de diagnóstico do HIV em gestantes, perfazendo uma cobertura nacional de 50% das gestantes indígenas no Brasil e cerca de 41% na Região Norte, onde fica a Amazônia. A cobertura de exames para sífilis é de 50% na região norte e em 2008 o governo brasileiro realizará um estudo de custo/benefício do uso de teste rápido para diagnóstico da sífilis em 9 distritos indígenas da Amazônia, com a realização de 70.000 exames na população sexualmente ativa. Foram treinados cerca de 3.800 profissionais de saúde na temática específica de controle das doenças sexualmente transmissíveis. Para 2008 estão previstas a distribuição de 1.285.182 preservativos masculinos na Amazônia Brasileira.
- No trabalho da educação em saúde, foram produzidos cerca de 11.861 materiais educativos como cartilhas, álbuns seriados, DVDs, reprodução de órgãos sexuais masculinos e femininos, culturalmente contextualizados na língua tradicional, realizados pelos próprios indígenas
- A Amazônia brasileira conta com uma grande área de floresta e uma sociodiversidade composta por grupos indígenas, posseiros, assentados, comunidade extrativistas, garimpeiros, ribeirinhos e outros segmentos populacionais. Daí o grande esforço do governo brasileiro em atender todo esse contingente. As dificuldades de acesso e comunicação - que são realizadas em muitos casos apenas com pequenas embarcações - e a complexa e gigantesca área de fronteira, são desafios enfrentados a cada momento pelo Ministério da Saúde e pela Funasa. Desafios, queremos garantir, que nunca serão negligenciados.Mais informações
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