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14 de Fev de 2014
Por várias vezes, durante entrevista coletiva concedida pelo presidente do Iteraima, Leocádio Vasconcelos, para esclarecer a questão em torno da suposta grilagem de terras da fazenda Canudos, ele afirmou que os três posseiros com pretensão de serem reassentados seriam desintrusados da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Mas a Folha verificou a relação de ex-ocupantes não-índios, emitida em março de 2011 pela Funai (Fundação nacional do Índio), e os nomes não foram encontrados.
Logo no início da entrevista, Leocádio disse ter sido procurado pelas três pessoas na semana passada, no Iteraima, e que elas se diziam desintrusadas, de posse das autorizações de ocupação expedidas em 2012, e impossibilitadas de ocupar as áreas por conta de conflito com os atuais ocupantes. "Vou examinar os processos dessas três pessoas, são oriundos do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], com toda a documentação comprobatória, são desalojados de área indígena. Todos os três têm processos que deram origem a essas autorizações de ocupação", ressaltou.
Na relação oficial, emitida pela Funai, constam os nomes dos ocupantes, denominação do imóvel, localidade, municípios, situação da ocupação e a área do imóvel. Nenhuma das 340 ocupações está em nome dos três supostos desintrusados nem de pessoas com os mesmos sobrenomes.
POSSE - A família que ocupa as terras é do falecido Léo Altino Pereira. Eles possuem duas decisões judiciais, uma estadual e outra federal, que garantem a manutenção da posse da fazenda Canudos.
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