OESP, Vida, p. A16
07 de Mar de 2007
No Rio, o relatório final do IPCC
Último estudo da ONU será divulgado em outubro
Karine Rodrigues
Quinze anos após a Rio-92, a capital fluminense será novamente o centro mundial das discussões sobre meio ambiente. Durante a assinatura de um protocolo de cooperação para redução de gases do efeito estufa entre o governo do Estado e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) foi anunciado que o relatório final do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) vai ser divulgado na cidade nos dias 24 e 25 de outubro.
Cerca de 2.500 cientistas de 130 países vão discutir os efeitos do aquecimento global e o que deve ser feito para combatê-los. 'Precisamos dar respostas a esse desastre climático que nós provocamos. O Rio não tem obrigação de reduzir as emissões dos gases do efeito estufa (previsto no Protocolo de Kyoto), mas vamos dar o exemplo', disse o secretário do Ambiente, Carlos Minc.
Estudo do painel intergovernamental lançado em fevereiro surpreendeu ainda mais o mundo ao estimar que a temperatura média da Terra deve subir entre 1,8oC e 3oC até 2100, provocando aumento do nível dos oceanos de até 59 centímetros. Minc explicou que o Rio é o primeiro Estado a assinar protocolo de cooperação com o Pnuma. Segundo o secretário, a ONU ficou interessada em cooperar com o Rio ao saber que o Estado criou a Superintendência de Clima e Mercado de Carbono.
Na assinatura, o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, destacou que o Brasil descobriu que a diminuição dos gases não é uma responsabilidade só dos países da América do Norte e da Europa. Mas ressalvou que o presidente Lula tem poder para ir aos fóruns de países ricos e expressar sua frustração diante do não-cumprimento das metas estabelecidas. 'O Brasil tem uma posição chave', declarou Steiner.
Ele lembrou que faltam poucos anos para que se alcance o aumento de 2oC na temperatura do planeta e que isso vai ser muito mais difícil de lidar do que se imagina. Há estudos que mostram que o aumento na Amazônia será de mais 8oC. O acordo com o Pnuma fará com que o Estado do Rio tenha condições de quantificar as emissões dos gases do efeito estufa.
OESP, 07/03/2007, Vida, p. A16
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