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Autor: Fatima Pereira
25 de Out de 2025
No Marco Zero do Recife, boleto gigante cobra que países ricos paguem a conta pela preservação ambiental
Ação pede financiamento direto para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e juventudes periféricas
Na tarde deste sábado (25), uma réplica de um boleto de pagamento com oito metros de largura será instalada na praça do Marco Zero, centro do Recife, às 15 horas. A ação é encabeçada pela Aliança dos Povos pelo Clima, uma articulação da sociedade civil. O "boleto climático" terá inscrito o valor de US$ 1 trilhão, fatura da "dívida climática" cobrada ao chamado "Norte global" - ou "países desenvolvidos" - pelos povos e territórios do Sul global. Além do Recife, a ação também acontece em Brasília (DF), São Paulo (SP), Santarém (PA) e Vitória do Xingu (PA).
A data de vencimento do documento simbólico é de 525 anos, em alusão ao período em que Portugal e outros europeus iniciaram sua dívida com o Brasil. Além da instalação do boleto, está previsto um ato político com performances artísticas, distribuição de material da campanha e falas públicas da Aliança dos Povos pelo Clima. A intervenção faz parte da agenda preparatória da articulação para a 30ª Conferência da ONU sobre o clima (COP 30), que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA).
A ação integra a campanha "A gente cobra financiamento climático direto para quem cuida da floresta", que pede que 50% dos fundos internacionais de financiamento climático sejam passados diretamente aos povos indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos e juventudes das periferias - com intermediação de conselhos de tomada de decisão. A campanha será lançada oficialmente na terça-feira (28).
Entre este domingo (26) e a quinta-feira (30), o município de Santarém (PA) sedia o Encontro Global das Caravanas, reunindo lideranças políticas e da luta ambiental de países da América Latina para alinhamento de estratégias de incidência na COP 30. A Aliança dos Povos pelo Clima se propõe a lutar por território, justiça climática e decisão internacional.
Editado por: Vinicius Sobreira
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