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No dia seguinte, discussão ainda continua

OESP, Especial, p. H6
24 de Jun de 2012

No dia seguinte, discussão ainda continua

MARIANA DURÃO /RIO

O dia seguinte ao encerramento da Rio+20 foi o ponto de partida para a discussão de novos rumos para a humanidade. Inspirados no aniversário de 300 anos do pensador suíço Jean-Jacques Rousseau, que no século XVIII já debatia as relações entre homem, natureza e economia na obra O Contrato Social, representantes da ONU, do governo brasileiro e estudiosos do tema se encontraram para debater a criação de um novo contrato social do século XXI.
A base do debate foi a ideia de que há um esgotamento do modelo que favorece a dimensão econômica do desenvolvimento, em detrimento dos eixos social e ambiental. E a necessidade de a sociedade civil se engajar na agenda do desenvolvimento sustentável pós-Rio+20. O ecossocioeconomista Ignacy Sachs defendeu cinco pilares para a construção de um futuro sustentável: novo contrato social, planejamento, segurança alimentar, segurança energética e cooperação internacional.
"Não acredito na mão invisível (do mercado). Nosso problema é o que fazer com esses cinco dedos da mão visível", brincou. Ao detalhar esses pontos, ele citou a necessidade de uma estratégia de abandono da energia fóssil e criação de um fundo de desenvolvimento internacional baseado na taxação de operações financeiras e de emissões de carbono.
Uma avaliação mais crítica dos resultados da conferência do Rio, entretando, partiu do diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. Ele comparou o documento final a um livro de culinária com muitos ingredientes mas sem receitas completas.
Fim da festa. Após dez dias de intenso movimento e agitação, o Rio teve um sábado de tranquilidade nos principais espaços onde aconteceram os eventos da Rio+20. No Aterro do Flamengo, onde aconteceu os encontros dos movimentos sociais da Cúpula dos Povos, as tendas foram esvaziadas e a estrutura do evento começou a ser desmontada.
Na manhã de ontem, o movimento maior era de cariocas caminhando pelo parque, mas alguns ambulantes e grupos culturais ainda vendiam seus produtos e faziam atividades aproveitando os últimos visitantes.
/ COLABOROU ANTONIO PITA

OESP, 24/06/2012, Especial, p. H6

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