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No AC e em RO, quase 2,5 mil famílias desalojadas

O Globo, País, p. 5
05 de Mar de 2014

No AC e em RO, quase 2,5 mil famílias desalojadas
Em Porto Velho, duas mulheres são diagnosticadas com leptospirose; na BR-364, apenas caminhões podem trafegar

O nível do Rio Madeira, que corta Porto Velho, em Rondônia, voltou a subir e atingiu 18,73 metros. Em 1997, na última grande enchente, o nível chegou a 17,52 metros. Em Porto Velho, autoridades de Saúde confirmaram que duas mulheres estão com suspeita de leptospirose e disseram acreditar que a doença esteja se espalhando por conta da cheia do rio.
Desde segunda, a BR-364, que liga via terrestre Rondônia ao Acre, está fechada. Policias rodoviários federais permitem que apenas 20 caminhões sejam liberados a cada hora para fazer a travessia. A via vem sendo monitorada pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Pelo menos, 500 caminhões com cargas não perecíveis que deveriam ser entregues no Acre ainda estão retidos em Rondônia. Nos dois estados, quase 2,5 mil famílias já foram desalojadas.
Em Rondônia, 2.041 famílias estão em 43 abrigos de Porto Velho e de outros distritos. Todos os moradores de São Carlos e Nazaré tiveram que deixar suas casas. Ao todo, o estado recebeu 500 barracas, com capacidade para até 10 pessoas, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e equipes de assistência e de socorro têm visitado os abrigos e distribuído alimentos, além de verificar a situação das casas que precisaram ser abandonadas. Um navio da Marinha está ancorado em Porto Velho e oferece atendimento médico e odontológico, além de aplicar vacinas.
No Acre, o Parque de Exposições de Rio Branco abriga 1.290 pessoas de 326 famílias. Trabalhando para evitar o desabastecimento do estado, o governador Tião Viana (PT-AC) esteve hoje com empresários, distribuidores de produtos e com coordenadores da Defesa Civil. Segundo o governador, a situação do gás foi resolvida pelos próximos 20 dias. Além disso, ele assegurou que produtos perecíveis não vão faltar pelos próximos oito dias e que gasolina e álcool não faltarão. Um avião da Força Aérea Brasileira levou para o estado 72 toneladas de alimentos, incluindo verduras e ovos.
Na última quinta-feira, o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, decretou estado de calamidade pública. De acordo com ele, a capital pode ter um prejuízo de R$ 330 milhões.

O Globo, 05/03/2014, País, p. 5

http://oglobo.globo.com/pais/rio-madeira-volta-subir-25-mil-familias-es…

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