Folha de Boa Vista
Autor: Tiana Brazão
10 de Jul de 2006
Mesmo com a baixa no nível do rio Branco, ocorrida esta semana, a previsão de chuvas para os próximos dias fez que com que a Defesa Civil ainda não liberasse o retorno das famílias desabrigadas para suas casas.
O nível das águas baixou aproximadamente sete centímetros e muitas casas já estão reaparecendo, mas os moradores dos locais que foram mais atingidos pelo inverno ainda não foram liberados para retornar.
Segundo o coronel Kleber Gomes, secretário executivo da Defesa Civil, os trabalhos do órgão estão voltados para as áreas de lagoas na Capital, onde várias famílias ainda estão sendo prejudicadas pelo rigor do inverno.
Mas a situação está apresentando melhora somente na Capital, pois no interior a situação continua crítica, como é o caso dos ribeirinhos das vilas da região do Baixo Rio Branco, que estão sendo afetados com a enchente. Pelo menos oito vilas foram atingidas e 300 pessoas retiradas de suas casas, sendo levadas para terra firme.
Segundo Gomes, atualmente a grande preocupação da Defesa Civil é com as comunidades indígenas, que estão isoladas há vários dias, dificultando a assistência médica, de alimentação e outros atendimentos.
Ele destaca que este ano a situação de emergência vem exigindo uma ação de grande porte da Defesa Civil, no que diz respeito a combustível e alimentação para chegar às regiões afetadas e atender as famílias. O inverno deste ano foi muito forte. Os indígenas não conseguiram plantar e ficaram sem alimentos para enfrentar o período, o que nos leva a agir de forma mais enérgica disse.
Como o número de famílias aumentou e a situação se agravou, Kleber Gomes disse que pretende levar o caso ao conhecimento do Governo do Estado, no sentido de buscar um fortalecimento das ações e chegar até o Baixo Rio Branco, com mais uma operação de atendimento específica e recursos para atender aos desabrigados.
Desde que iniciou o inverno, cerca de 69 famílias somente na Capital foram prejudicadas. O número de pessoas atendidas pela Defesa Civil chega a 309, distribuídas nos abrigos providenciados nas dependências de escolas estaduais e ginásios de esporte, como é o caso do Ginásio Hélio Campos, onde dezenas de pessoas dividem o mesmo espaço. A Defesa Civil não tem previsão de retorno para estas pessoas.
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