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Ninguém quer mais falar de reabertura de garimpo

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
03 de Set de 2002

Piscicultores mostram como fizeram para criar peixes nos tanques

"Se o garimpo voltasse para o Tepequém eu ia embora trabalhar com piscicultura em outro lugar", desabafa Luís, presidente da Associação dos Moradores da Vila do Tepequém. Na verdade, Luís chama-se José Gaudêncio, mas o seu verdadeiro nome só ficou conhecido depois que o garimpo acabou.

"A vida de garimpeiro é muito difícil e a gente nunca sabe em quem pode confiar, ninguém se apresenta", conta Gaudêncio para as câmeras do programa Parceiros do Brasil. Bicudo, Chico Dólar, Riachão, Passarão, João Cuia, todos são conhecidos pelos apelidos.

"No garimpo, a gente também teve bons resultados apesar de causar danos ao meio ambiente. Com a piscicultura é diferente. Hoje eu saio e sinto a natureza sem ter a consciência pesada", afirma Gaudêncio.

A principal vantagem da piscicultura para os ex-garimpeiros é poder oferecer alguma coisa para os filhos. "No garimpo, a vida é uma aventura e a gente só se preocupa com o dia de hoje. A gente se alimenta do sonho de achar uma pedra grande e mudar a vida; ninguém trabalha pensando no futuro", lamenta.

O projeto de piscicultura no Tepequém utiliza hoje 10 tanques, mas o objetivo, segundo o presidente da Associação do Moradores, é usar os 100 "buracos" disponíveis e unir toda a comunidade.

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