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Negociação avança e Dilma prepara cobrança de líderes

OESP, Especial, p. H11
18 de Jun de 2012

Negociação avança e Dilma prepara cobrança de líderes
Discurso na cúpula vai pedir compromisso de ação imediata para combater pobreza, apesar da crise econômica

O rascunho apresentado pelo Brasil na noite de sábado fez com que as negociações sobre o documento-base da Rio+20, que será discutido pelos chefes de Estado a partir de quarta-feira, ganhassem um novo fôlego. De acordo com o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, chefe da delegação brasileira na conferência, os avanços foram significativos e a expectativa agora é de que o texto seja fechado até a noite de hoje.
Entre os temas mais polêmicos, os negociadores estão perto de um consenso principalmente em relação ao fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Mas, diferentemente da proposta inicial, o órgão não será transformado em uma agência especializada - a ideia é fortalecê-lo dentro das Nações Unidas.
No discurso em que fará na abertura da sessão de chefes de Estado, a presidente Dilma Rousseff cobrará dos líderes mundiais o compromisso com ações imediatas para combater a extrema pobreza e frear as consequências das mudanças climáticas - mesmo com a crise econômica.
Na estratégia dos negociadores brasileiros, 2015 será o novo marco na agenda do desenvolvimento sustentável. Jogando o prazo para frente, acredita o Brasil, o debate não será dominado pelas dificuldades econômicas enfrentadas por países ricos.
Entre os aspectos que serão discutidos depois estão a definição de fontes de financiamento para o combate à pobreza e adoção de tecnologias ambientalmente sustentáveis.
Esse debate vai considerar até mesmo a mobilização de recursos privados e não apenas dos orçamentos de governos, segundo o texto, que abandona a proposta de criação imediata de um fundo de US$ 30 bilhões anuais, defendida pelos países em desenvolvimento.
Na avaliação dos negociadores brasileiros, a proposta de declaração final foi bem recebida e será objeto de novas rodadas de conversas antes da reunião de chefes de Estado, na quarta-feira. Integrantes do governo não descartam que o resultado da Rio+20 venha a ser considerado "um fracasso", pelo conteúdo pouco ambicioso e vago.

OESP, 18/06/2012, Especial, p. H11

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