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Nauas passarão por nova perícia antropológica

A Gazeta - Rio Branco/AC
Autor: Érika Lopes
07 de fev de 2001

Depois de aproximadamente um ano da descoberta do povo Naua e da elaboração de uma perícia antropológica que comprovou realmente suas origens, estes fatos estão sendo colocados novamente em dúvida. Ainda no primeiro semestre deste mês os índios que se intitulam nauas receberão a visita de mais um antropólogo que averiguará suas verdadeiras origens.

Em agosto do ano passado, o órgão indigenista oficial declarou à opinião pública o reconhecimento oficial do povo Naua, habitante do Parque Nacional da Serra do Divisor. A partir desse reconhecimento o próximo passo seria a demarcação do território indígena.
Quando se tocou nesse assunto -demarcação de terras- diversos órgãos colocaram em dúvida a veracidade das informações e até do laudo antropológico realizado pelo antropólogo e coordenador da Funai no Acre, Antônio Pereira Neto. Entre estes órgãos estavam SOS Amazônia, Ibama e a partir daí, Ministério Público Federal.

O coordenador da SOS Amazônia, Miguel Scarcelo acusou o CIMI e a Funai de criar índios e ainda afirmou que o reconhecimento possível dos nauas no Novo Recreio dependeria dos resultados da perícia e que até então o administrador da Funai não havia enviado resultados para a SOS Amazônia e Ibama.

Neste último final de semana o administrador geral da Funai esteve na Serra do Divisor com representantes do CIMI e UNI para manter contato com este povo e prepará-los para receber a visita da antropóloga de Porto Alegre, Delvair Montagne, que vai realizar uma nova perícia a pedido do Ministério Público Federal.

De acordo com o administrador regional da Funai, Sebastião Manchineri, os trabalhos deverão ser realizados em 90 dias e a expectativa é de que a perícia seja confirmada. "Não acredito que haverão fraudes, apesar de existir grandes interesse em jogo naquela região. Acho que o trabalho será positivo e confirmará o que Antônio Manchineri já tinha comprovado".

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