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Nasa devera renovar parceria com o Inpa

OESP, Geral, p.A7
01 de Mar de 2004

Nasa deverá renovar parceria com o Inpa
PAULO ROBERTO PEREIRA
MANAUS – O Brasil exerce um papel de liderança no trabalho de proteção ambiental e produz resultados significativos em pesquisas. Tanto que a Nasa já fala abertamente na possibilidade de renovar o contrato de cooperação com o Brasil no campo de pesquisas amazônicas. A informação é de Sean OKeefe, administrador da agência espacial americana, que chegou ontem ao Brasil.
OKeefe desembarcou em Manaus, após passar por Honduras e Guatemala, visitando instituições de pesquisas ambientais, entre elas o Experimento de Larga Escala na Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA). Embarca hoje para São José dos Campos, de onde seguirá para a Argentina e, depois, El Salvador.
Mesmo depois de apenas três horas em Manaus, OKeefe diz ter gostado muito do que viu. Assim que desembarcou, seguiu para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde conversou com diretores e pesquisadores. Creio que temos muito a aprender com os brasileiros. A Amazônia é um campo fértil para pesquisas e nesse caminho é que pretendemos estar.”
A visita ao LBA será hoje, antes do embarque para São José dos Campos. Esse instituto, mantido graças a parceria com a agência americana, começou a ser implementado em 1996 e hoje conta com mais de 1.500 cientistas, divididos em 157 instituições espalhadas por 15 países. A proposta do LBA é promover um estudo multidisciplinar, integrando física, química e biologia, para analisar vários ecossistemas amazônicos.
Para isso, no entanto, é necessário manter a parceria entre a Nasa e o Inpa, que administra o LBA. Apesar dos rumores sobre corte no orçamento, OKeefe garante que não haverá redução de verba dos projetos da Nasa voltados para o estudo da Terra. Nos preocupamos com todos os setores. Nossa missão é explorar e proteger o planeta, explorar o universo em busca de novas formas de vida e criar uma geração de pesquisadores para dar continuidade ao trabalho. E isso será mantido.”
A parceria com o Inpa expira em 2005, segundo o contrato inicial, mas deve ser renovada. As negociações nesse sentido estão muito bem encaminhadas e adiantadas. E não pode ser de outra forma, uma vez que precisamos usar nossa tecnologia em benefício do planeta.”

OESP, 01/03/2004, p. A7

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