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Nada muda na política de hidrelétricas: vão tocar mais uma usina no rio Tocantins

Viaecológica-Brasília-DF
16 de Out de 2003

Nada muda no setor eleétrico com o governo Lula: o governo continuará construindo hidrelétricas, como ficou claro hoje(16) com o anúncio da continuidade de mais uma das várias barragens no rio Tocantins: Peixe Angical, no estado do Tocantins. O polêmico presidente da Eletrobrás, o físico Luiz Pinquelli Rosa, da UFRJ, preferiu destacar a parceria com o setor privado e o retorno de Furnas ao hábito de construir hidrelétricas, "que é o que ela sempre soube fazer de melhor". A Eletrobrás, Furnas e o grupo português EDP assinaram nesta quinta-feira acordo para a retomada das obras da Usina Hidrelétrica de Peixe Angical, no Tocantins. O empreendimento, que terá 60% de participação da EDP e 40% de Furnas, acrescentará 450 MW ao parque gerador brasileiro. O empreendimento, que só teve 10% de sua totalidade concluídos até agora, exigirá investimentos da ordem de R$ 1,3 bilhão e as obras serão iniciadas ainda agora no mês de outubro. A assinatura foi realizada na sede da Eletrobrás, no Centro do Rio. Pelo acordo, a holding do sistema elétrico brasileiro vai investir, junto com Furnas e a EDP, R$ 500 milhões dos R$ 1,3 bilhão necessário ao empreendimento, com os outros R$ 800 milhões sendo financiados pelo BNDES e por um pool de bancos. Na avaliação do presidente de Furnas, José Pedro Rodrigues de Oliveira, a usina de Peixe Angical - localizada no rio Tocantins, nos municípios de Peixe e São Salvador, na região Norte do país - é uma obra que virá a ser fundamental para o país no período entre 2006 a 2010: "Estamos antecipando uma demanda que o Brasil, em um futuro próximo, solicitará ao grupo Eletrobrás", previu. Também frisando a importância da obra, o presidente da EDP Brasil, Antônio Martins da Costa, garantiu que a EDP está instalada no Brasil "em caráter definitivo", afastando rumores de mercado de que a empresa estaria deixando o país. Os ambientalistas há muito estão de olho na obra, pelos motivos de sempre: problemas nos estudos ambientais (eia-rima). (Veja também www.mme.gov.br, www.radiobras.gov.br, www.mnab.org.br).

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