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Na Antártida, degelo mais rápido

OESP, Vida, p. A14
03 de Mar de 2006

Na Antártida, degelo mais rápido
Capa ocidental está em pior situação, indica pesquisa

EFE E AFP

A cobertura de gelo da Antártida, que guarda 70% da água doce do planeta, diminuiu significativamente nos últimos quatro anos. Entre abril de 2002 e agosto de 2005, a massa de gelo diminuiu em um ritmo de 80 a 152 quilômetros cúbicos por ano - o suficiente para abastecer uma cidade como Los Angeles, com cerca de 4 milhões de habitantes, por 36 anos.
O dado é parte de observações feitas por uma equipe americana com dois satélites gêmeos Grace, sigla em inglês para Experimento Climático e de Recuperação da Gravidade, lançados em 2002.
Os detalhes estão na revista Science (www.sciencemag.org) e sugerem que o nível dos oceanos pode subir mais rápido do que se pensava, por causa do aquecimento global. Duas semanas atrás, outro estudo indicava que o derretimento do gelo na Groenlândia havia se intensificado nos últimos cinco anos.
Na Antártida, a perda mais expressiva é sentida na capa ocidental, que sozinha guarda água congelada suficiente para elevar o nível dos oceanos em 6 metros. A pesquisa atual é contrária a uma sugestão feita por dois pesquisadores americanos quatro anos atrás, quando eles disseram que a camada de gelo na região deveria engrossar.
Os satélites indicam que, na realidade, a capa derrete o suficiente para subir o nível em 0,4 milímetro por ano. Hoje, ela tem cerca de 2 quilômetros de espessura.
"O equilíbrio do gelo antártico depende de mudanças regionais no interior (do continente) e nas regiões costeiras", explica Isabella Velicogna, da Universidade do Colorado em Boulder, que liderou o estudo. "As mudanças que vemos são provavelmente um bom indicador das condições de mudanças climáticas no local."
A capa oriental de gelo, oito vezes maior, parece ser mais estável.

OESP, 03/03/2006, Vida, p. A14

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