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06 de Ago de 2009
Uma parceria entre pesquisadores, governo do Amazonas e instituições de pesquisa pretende abrir no meio da floresta um "museu vivo", onde os visitantes tenham a sensação de estar dentro da maior floresta tropical do mundo. O Museu da Amazônia (Musa) pretende iniciar já no próximo mês suas atividades, que contará com uma exposição com tanques de peixes, trilhas de visitação na floresta e serviços de apoio e monitoria.
Localizado ao longo das margens da reserva Ducke, em Manaus, o Musa está sendo construindo nas proximidades do Jardim Botânico e pretende reunir e disseminar o conhecimento acumulado das instituições de pesquisa da Amazônia. O projeto foi desenhado com o objetivo de causar o menor impacto ambiental possível utilizando espaços em áreas já degradadas próximas à cidade de Manaus.
"É um museu vivo: pretende mostrar ao visitante os insetos, as plantas lá onde eles vivem e se comunicam. Se necessário com o apoio de instrumentos (lupas, amplificadores, sensores). Será também um espaço aberto ao registro e expressão dos conhecimentos tradicionais", diz o diretor geral do Musa, Ennio Candotti. Ele explica que a intenção do museu é oferecer aos pesquisadores equipamentos adequado para o estudo e monitoramento das interações na floresta e estimular a curiosidade dos visitantes.
Atualmente um grupo de trabalho composto por pesquisadores e divulgadores de ciência de diferentes instituições da Amazônia, do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais discutem como será administrado o museu. A gestão será realizada por uma associação sem fins lucrativos que foi criada especialmente para atender às demandas do Musa e terá convênios com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).
O projeto conta com o apoio do Governo do Estado do Amazonas, da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT), da Universidade do Estado do Amazonas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), do Ministério de Ciência e Tecnologia, além do Inpa, que ofereceu o uso de uma faixa de terra da Reserva Ducke.
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