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03 de Abr de 2014
Reunidas durante três dias na Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília, mulheres indígenas das várias regiões do país decidiram reivindicar participação na formulação de políticas públicas como no Conselho Nacional de Saúde (CNS) e no Conselho Nacional de Direitos da Mulher (CNDM). Essa foi uma das decisões tomadas, na tarde da última quinta-feira (3), na etapa final da I Oficina de Formação e Informação de Mulheres Indígenas - Espaço Nacional de Diálogo, promovida pela Funai e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/PR).
Durante a oficina foram discutidas questões como o papel das mulheres indígenas em relação à regularização fundiária, gestão ambiental e territorial em terras indígenas. Segundo a coordenadora-geral da Diversidade da SPM, Maria de Lourdes Rodrigues, é fundamental que as mulheres indígenas tenham espaço nas instâncias de participação e controle social das políticas.
Para Rosemeire Arapasso, da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab), a oficina serviu para ampliar o conhecimento e acesso a informações. "Precisamos ter os mesmos conhecimentos das demais mulheres que fazem parte de movimentos sociais", enfatizou. Alda Silva, da etnia guarani kaiowá, de Mato Grosso do Sul, disse que a oficina serviu como um espaço de renovação e ampliação de conhecimento.
Durante o encerramento da oficina, a presidenta da Funai, Maria Augusta Assirati, destacou que o olhar das lideranças das mulheres indígenas pode influenciar na política indigenista como um todo. "Foram discutidas questões fundamentais como o papel da mulher no processo de demarcação das terras indígenas", destacou. Na visão da presidenta, a oficina consolidou uma parceria entre a Funai e SPM no sentido de fortalecer a organização das mulheres indígenas.
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