OESP, Economia, p.B16
12 de Ago de 2004
Mulheres de Porto Velho exportam artesanato
Nilton Salina
Especial para o Estado
PORTO VELHO - Mulheres de baixa renda do bairro Pantanal, um dos mais carentes de Porto Velho, estão exportando para França, Bélgica e Estados Unidos redes, cestos e outras peças feitas com matéria-prima da floresta. O material é diferenciado. As redes, por exemplo, não têm nós e são enfeitadas com sementes de tucumã, uma planta comum na Amazônia.
A primeira remessa de mercadorias para o exterior foi em março e movimentou cerca de R$ 30 mil. A exportação mudou a vida de mulheres como a dona de casa Raimunda Conceição Reis, de 51 anos. "Fui envelhecendo, achando que a vida já não me reservava nenhuma surpresa. Me sentia inútil porque, mesmo passando por necessidades, não estava preparada para ingressar no mercado de trabalho."
Há um ano, Raimunda se matriculou no Centro Sócio-Educacional Salesiano, ligado ao Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi). Com outras mulheres, aprendeu a fazer as cestas de palhas e as redes de algodão artesanais, que agora são exportadas para a Europa. "Não sei nem onde fica no mapa, mas me sinto muito importante, sabendo que meu trabalho chega tão longe." Para cada rede que fabricava, Raimunda ganhava R$ 35, mas nos últimos meses abandonou o tear para ensinar outras mulheres a confeccionar as peças. O trabalho rende R$ 300 a cada duas semanas. A vida de Raimunda, assim como a de 230 mulheres que foram treinadas para fabricar as peças, poderá melhorar ainda mais. O presidente do Simpi, Leonardo Sobral, disse que o artesanato delas irá cada vez mais longe.
"O Simpi mantém uma loja em Porto Velho e outra na cidade de Clearwater, na Flórida, e agora gravamos um documentário em vídeo, em português, inglês e francês, mostrando a produção dessas mulheres. Isso ajudará na conquista de novos mercados."
OESP, 12/08/2004, p. B16
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