OESP, Economia, p. B6
10 de Abr de 2010
Mudanças no projeto não reduziram risco da obra
Apesar de todas as mudanças feitas no projeto de Belo Monte ao longo dos últimos anos, o governo não conseguiu reduzir os riscos embutidos na obra. Ao tentar diminuir a área alagada para evitar impactos ambientais, criaram um canal de derivação cujas escavações serão equivalentes ao Canal do Panamá.
Isso elevou de forma significativa os riscos do projeto, afirmou o professor da UFRJ, Adilson Oliveira. "Há um grau de incerteza muito grande, seja na parte geológica ou na parte ambiental. Na região amazônica, tudo ainda é muito desconhecido." Ele explica que, por causa disso, as empresas privadas interessadas no projeto acabam embutindo nas contas um risco ainda maior para garantir um bom retorno.
Na opinião do coordenador da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, um projeto da dimensão de Belo Monte só pode ser feito pelo Estado, que pode admitir uma taxa de retorno menor. "No passado, os Estados Unidos colocaram até o exército para construir hidrelétricas porque o retorno era baixo. No Brasil, o governo pode usar a Eletrobrás", defende ele. A consultora Elena Landau lembra, porém, que há limites ficais para fazer tudo que o País precisa. / R.P.
OESP, 10/04/2010, Economia, p. B6
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