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Mudança na Funai revolta indígenas

Estadão do Norte-Porto Velho-RO
16 de Jul de 2003

Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a indicação, ontem, de Antônio Carlos Nantes de Oliveira, para a presidência da Funai "foi um duro golpe" no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e mostra que os administradores escolhidos pelo PT estão sem credibilidade. Em Porto Velho, o gerente executivo da Funai, Rômulo Sérgio de Sá, não foi encontrado para falar sobre o assunto.
"Custa-nos acreditar que expedientes tão combatidos em governos anteriores continuem sendo utilizados no trato dos direitos dos povos indígenas. A falta de diálogo com o movimento indígena, as barganhas e acomodações de interesses políticos-regionais, parecem ter novamente norteado o anunciado ato do Poder Executivo", diz uma nota divulgada pela Coordenadoria Regional do Cimi, em Rondônia.
No documento, o Cimi reafirma a convicção de que trocar o presidente da Funai não é o caminho para a reestruturação do órgão enquanto não se discutir uma política indigenista para o País que contemple os interesses dos indígenas de maneira ampla e democrática. "Já reiteradas vezes manifestamos nosso entendimento de que é preciso uma reestruturação profunda nos órgãos responsáveis pela execução da política indigenista, quer seja a Funai, Funasa, e mesmo no Ministério da Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, entre outros do governo que lidam com os direitos indígenas", destaca a nota.
Não só o Cimi, mas todas as lideranças indígenas brasileiras manifestaram ontem descontentamento com a indicação do parlamentar roraimense.

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