Gazeta de Cuiabá-Cuiabá-MT
23 de Jan de 2003
Grupo canadense Diagem tem alvará que abrange uma área de 120 mil ha, em Juína
Hoje, a partir das 14h, o secretário de Indústria, Comércio e Mineração de Mato Grosso, Alexandre Furlan, recebe os empresários Antony Wood, Mousseau Trenblay e José Aldo Duarte Ferraz, diretores do grupo canadense Diagem. Eles vêm ao Estado apresentar ao governo o projeto de exploração da maior jazida de diamantes do Brasil, avaliada US$ 350 milhões, localizada na cidade de Juína, no Noroeste de Mato Grosso.
O grupo Diagem International Resource Corporation é dono de 120 mil hectares de alvarás de pesquisas minerais em Juína.
A reserva concentra um total de 14 milhões de toneladas de minério de diamante industrial, com teor de 0,5 quilates por tonelada, o que representa um depósito de 7 milhões de quilates.
"O estudo de viabilidade econômica foi concluído e estamos debruçados neste momento na elaboração do plano de aproveitamento de lavra para iniciarmos a exploração da mina em janeiro de 2003", disse o gerente-delegado da Diagem do Brasil, José Aldo Duarte Ferraz.
O grupo, que entrou no país em 2000 numa parceria depois desfeita com a inglesa Rio Tinto, já investiu US$ 10 milhões em busca de diamantes e está confiante de que outras jazidas ainda serão identificadas.
O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão responsável pela emissão de alvarás de pesquisa e de lavra mineral, confirmou que a jazida identificada pela Diagem é a maior do país.
"Existem centenas de corpos kimberlíticos (rochas que dão origem aos diamantes) descobertos no Mato Grosso, Minas Gerais, Rondônia e Maranhão, mas nenhum até agora havia apresentado viabilidade técnico-econômica", afirmou o especialista em diamantes do DNPM, geólogo Amóos de Melo Oliveira.
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