VOLTAR

MP denuncia 35 pessoas acusadas de desmatar ilegalmente em Tailândia

OESP, Vida, p. A28
27 de Mar de 2008

MP denuncia 35 pessoas acusadas de desmatar ilegalmente em Tailândia

Carlos Mendes

O Ministério Público do Pará denunciou ontem à Justiça 35 pessoas acusadas de fazer parte de uma quadrilha que, em menos de um ano, teria destruído reservas florestais de Tailândia (PA), município onde 300 homens da Força Nacional de Segurança atuam para combater crimes ambientais. Conhecidos como "sem toras", os acusados invadem terras, expulsam empregados das fazendas, derrubam as árvores e vendem a madeira para empresas clandestinas que atuam na região.
Uma das fazendas mais visadas foi a Uirá, pertencente ao auditor aposentado da Receita Armando Zurita Leão, que mantém em Tailândia uma área de floresta. Segundo denúncia, sob a mira de armas, os empregados da fazenda foram ameaçados pelos invasores, que passaram a cortar as árvores preservadas pelo Instituto de Divulgação da Amazônia, entidade dirigida por Zurita. Financiados por madeireiros ilegais, os "sem-toras" transportaram as árvores cortadas para o pátio de serrarias.

Uma parte da madeira transformada em lenha teria sido vendida a siderúrgicas de Marabá para produção de carvão vegetal que abastece os fornos de beneficiamento de ferro-gusa. Para a comercialização da madeira, eles teriam usado guias falsificadas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A promotora Ana Maria Magalhães, que assina a denúncia, disse ao Estado que a polícia identificou dois homens que teriam contratado os invasores para derrubar a floresta a pedido de madeireiros. Um deles está foragido.

A operação Arco de Fogo, desencadeada pelo governo federal para combater a devastação da Amazônia, já apreendeu 23,3 mil metros cúbicos de madeira e aplicou multas no valor de R$ 23, 1 milhões desde que começou, há um mês.

OESP, 27/03/2008, Vida, p. A28

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.