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Movimentos Sociais falam dos impactos causados pelo porto da Cargill

Amazonia.org.br
Autor: Renata Gaspar
13 de Abr de 2007

Para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém, o terminal portuário da Cargill não trouxe benefícios. De acordo com a entidade, os impactos na região têm sido grandes, com êxodo rural, aumento de favelas, violência e doenças. Por isso, a esperança local é que o porto seja fechado até a realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima).

"Antes mesmo do início das operações, só com a notícia da construção do porto, produtores de soja do Mato Grosso e do Paraná vieram para cá e se apossaram de áreas de agricultura familiar. No nosso estado, infelizmente, ocorre muito um fenômeno chamado grilagem", afirma um representante do Sindicato.

O fenômeno teria levado para a cidade famílias que antes trabalhavam no campo, gerando o crescimento de favelas e de problemas sócio-ambientais. "Os Igarapés foram assolados pelo desmatamento, prejudicando a população local, que utiliza água dessas fontes", afirma a entidade.

"Esperamos que a decisão de segunda-feira resolva pelo fechamento do porto, mas ficamos com o pé atrás. Mesmo com essas paralisações realizadas pela pressão dos movimentos sociais, o PAC fala muito em aumento da exportação de grãos, soja, cana, por isso estamos receosos".

Procurada pela reportagem, a Cargill afirmou que só se pronuncia através de um comunicado divulgado à imprensa. Portanto, nenhuma dessas alegações pôde ser respondida. No documento, a multinacional norte-americana afirma que "a determinação de reabertura, resultado da ação proposta pela Cargill em 26 de março, restabelece o respeito ao que preconiza o sistema legal e a Constituição brasileira. A empresa reitera a legalidade do seu Terminal, que sempre operou com todas as licenças necessárias e, desde o seu projeto, atendeu às exigências feitas pelas autoridades em âmbito Federal, Estadual e Municipal".

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