Agência Brasil
17 de Abr de 2008
Brasília - Os cerca de 700 indígenas acampados na Esplanada dos Ministérios pretendem fazer um ato público em frente ao Ministério da Saúde e depois no Supremo Tribunal Federal. A ação faz parte do encerramento do Acampamento Terra Livre, em comemoração ao Abril Indígena.
No Ministério da Saúde eles vão protestar contra a situação do atendimento à saúde indígena, que consideram caótica. A idéia é lembrar os indígenas, adultos e crianças que morreram por falta de atendimento. No STF, o movimento vai contestar a decisão do Supremo de suspender a retirada dos invasores da Terra Indígena Raposa do Sol, em Roraima, no último dia 9.
Nesta manhã os manifestantes entregaram o documento final do encontro a representantes do governo, entre eles a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a 6ª Câmara do Ministério Público da União (MPU),os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Meio Ambiente, além da Fundação Nacional do Índio (Funai).
De acordo com o representante da Coordenação da Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Jecinaldo Saterê Mawé, o documento conta contém dois pontos que merecem atenção especial e urgente do governo.
"Primeiro a questão da saúde indígena, que precisa de uma ação concreta pelos casos que estão ocorrendo na morte de crianças indígenas. Pedimos a intervenção do governo com um plano emergencial para a saúde do nosso povo e a construção de um novo órgão que cuide da saúde indígena. Outro ponto é que queremos que o o estatuto dos povos indígenas ande dentro do Congresso Nacional", afirmou.
O presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), recebeu ontem (16) as lideranças indígenas e prometeu dar atenção especial ao estatuto e se disse solidário às demais reivindicações e amanhã (18), às 11h, eles têm uma audiência marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com Jecinaldo Saterê esse vai ser o primeiro encontro de Lula com os indígenas para ouvir suas reivindicações.
"Nunca o presidente Lula recebeu as lideranças indígenas [para que] ele pudesse ouvir as nossas demandas. Nunca tivemos essa oportunidade nos dois mandatos do presidente. Amanhã nessa audiência as nossas lideranças regionais vão falar os graves problemas enfrentados. Esperamos que amanhã seja a primeira vez que ele nos escute", afirmou
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