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Mourão aponta falhas da Prefeitura de Dourados na crise da chikungunya nas aldeias

Midiamax - midiamax.com.br
Autor: Vinicios Araujo
01 de Abr de 2026

O vereador Marcelo Mourão (PL) defendeu mudança na gestão municipal de Dourados para enfrentar os dilemas da reserva indígena da cidade.

A comunidade das aldeias foi a mais afetada no atual surto de chikungunya, que tem o município como epicentro da crise com o Aedes aegypti no Estado. Por lá, a chikungunya já matou cinco pessoas e teve 1.074 pacientes confirmados.

Para o parlamentar, a administração municipal falha ao não integrar plenamente as comunidades tradicionais ao planejamento orçamentário e administrativo da cidade, administrada por Marçal Filho (PSDB).

"A prefeitura precisa trazer a reserva indígena pra dentro da máquina pública. Não tratar diferente. Precisa entender que ela é a cidade", afirmou Mourão. O vereador sustenta a criação de uma secretaria específica para os povos originários como forma de garantir governança e continuidade nas políticas públicas, evitando ações emergenciais paliativas. Dourados tem a maior aldeia urbanizada do país, com quase 20 mil habitantes.

Crise sanitária e estrutura

Segundo o parlamentar, a falta de assistência básica agrava o impacto de doenças na região. Mourão relembrou históricos de desnutrição infantil e falta de água potável como precedentes do momento epidemiológico.

"Na reserva, a dor é maior por conta da estrutura que falta. Então, eu não vou tratar só o problema, eu quero antes, eu quero discutir antes", pontuou.

Para o vereador, a solução passa por uma presença direta da prefeitura dentro da reserva.

"A gente precisa dar um tratamento digno pra todo mundo e parar de achar que a aldeia é uma parte, a aldeia é o todo, a aldeia é a cidade. Enquanto não houver esse entendimento por cabeça de todos os políticos da cidade, a gente sempre vai tratar os povos originários como um problema", criticou.

TCE suspende execução de recursos da saúde

O TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado) suspendeu a execução de emendas parlamentares no município após constatar que a legislação local destinava apenas 40% dos recursos para a saúde, abaixo do mínimo constitucional de 50%.

Mourão, autor da lei que instituiu as emendas impositivas na cidade, afirmou que tentou adequar o texto no ano passado.

"Eu fiz uma recomendação aos meus colegas vereadores que ajustássemos o texto da emenda impositiva ao mesmo texto da Constituição Federal. Eu fui voto vencido e agora todos nós estamos vendo o que tá acontecendo", declarou. Segundo ele, o cumprimento da legalidade teria evitado a paralisação dos recursos.

O vereador ainda apontou dificuldades no pagamento de emendas já indicadas para a saúde.

"Tem emenda da saúde que eu coloquei em 2020, que nunca foram pagas. Que eu coloquei em 2018, que nunca foram pagas. A educação está pagando certinho, agora eu estou defendendo um plano de trabalho e um portal de transparência pra saber onde aquelas emendas indicadas por vereador de Dourados foram colocadas", disse.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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