O Globo, O Pais, p.11
15 de Nov de 2005
Morte de ambientalista derruba projeto
Assembléia de MS deve rejeitar proposta de construir usinas de álcool no Pantanal
CAMPO GRANDE. A morte do ambientalista Francisco Anselmo de Barros, que ateou fogo ao corpo, fortaleceu movimentos populares contrários ao projeto do governo do estado de instalação de usinas de álcool na bacia do Alto Pantanal e deve levar ao arquivamento do projeto. O ato extremo do ambientalista foi durante um protesto no centro de Campo Grande, que reuniu ambientalistas e artistas da campanha Não a usinas de álcool no Pantanal.
Francisco Anselmo jogou combustível sobre o corpo e depois ateou fogo. Levado em estado grave para o hospital, morreu domingo. Ontem, na abertura da Conferência Estadual de Meio Ambiente, ambientalistas de todo o estado o homenagearam com um minuto de silêncio.
O líder do PT na Assembléia Legislativa, Pedro Teruel, disse que havia uma tendência ao arquivamento do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), e agora isso se tornou inevitável.
Teruel disse ainda que já havia alertado os defensores do projeto de lei que ele é inconstitucional, tendo em vista a existência de uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), editada em 1985, que proíbe que os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul editem leis que tratem da instalação de usinas no Pantanal.
O presidente do CCJR, deputado Onevan de Matos (PDT), também acredita que o projeto será rejeitado pela comissão. O secretário de Produção, Dagoberto Nogueira Filho, é o principal defensor do projeto, que deve ser votado até o dia 15 de dezembro, quando os deputados estaduais entram em recesso.
O Globo, 15/11/2005, p. 11
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