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Mortalidade infantil zero nas aldeias do Espírito Santo

Funasa
26 de Mar de 2008

Há cinco anos que o Espírito Santo não registra morte entre crianças indígenas com menos de um ano de idade. A melhora na saúde das comunidades indígenas capixabas é ainda mais clara quando confrontada com dados históricos locais ou com a média nacional. Em 1997, das 29 crianças indígenas nascidas vivas no Estado, cinco morreram antes de completar um ano de idade. A média nacional de óbitos entre índios com menos de um ano de idade é de 46 para cada mil nascidos vivos.

O índice de mortalidade infantil zero é resultado dos programas de controle de doenças e da assistência permanente às comunidades indígenas prestada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão executivo do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Aracruz/ES. Segundo o coordenador regional da Funasa no Espírito Santo, Francisco de Assis Portela Milfont, o sucesso conquistado no trabalho de assistência integral dos povos indígenas deve-se a parceria firmada com a administração municipal de Aracruz/ES e, principalmente, pelo compromisso e dedicação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI).

Entre as ações da Coordenação Regional da Funasa no Espírito Sant (Core/ES) que garantem assistência à saúde dos índios, destacam-se a constante presença das equipes dos profissionais de saúde e o programa de vigilância nutricional nas aldeias. O programa garante visitas domiciliares das 423 crianças menores de cinco anos.

Atualmente, 25 crianças apresentam déficit nutricional nas sete aldeias do Estado e são monitoradas semanalmente pelas EMSI. Quatro dessas equipes compostas por médicos, enfermeiros, odontólogos, técnicos de enfermagem, atendente de consultório dentário e técnico de higiene dental (THD) trabalham diariamente na promoção de saúde indígena nas sete aldeias localizadas no município de Aracruz/ES, litoral norte do estado.

Além das equipes, os indígenas contam ainda com nutricionista, assistente social, pediatra e ginecologista, totalizando 47 profissionais de saúde. As equipes realizam o pré-natal em mulheres grávidas, vacinam crianças e adultos e fazem atendimentos médicos e odontológicos.

Melhora em todos os indicadores de saúde

Entre 2000 e 2007, 100% das crianças foram vacinadas. No primeiro semestre de 2007, as equipes de saúde realizaram 4.017 consultas médicas, 9.875 atendimentos de enfermagem e 9.056 atendimentos odontológicos, sendo que 3.696 foram procedimentos preventivos.

A média mensal de visitas às famílias pelos Agentes Indígenas de Saúde (AIS) também cresceu. Em 2004, o número de visitas às famílias pelos AIS foi de 4.201. Em 2007, apenas no primeiro semestre, os AIS realizaram 4.267 visitas domiciliares.

O número de internações hospitalares caiu. Entre 2000 e 2002, a média de internações foi de 127, por ano. Em 2005, 104 indígenas foram internados, destes 36,5% por causa de gravidez ou partos.

A assistência à saúde dos 2.616 índios, distribuídos entre as etnias Tupiniquim e Guarani, é feita por meio de um repasse de incentivo de atenção básica aos povos indígenas. O município de Aracruz recebe R$ 1.168.800,00 para contratação dos profissionais de saúde indígena, anualmente.

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