Douradosagora-Durados-MS
24 de Fev de 2005
Mortalidade infantil aumentou na maioria das aldeias indígenas da
região sul do Estado
Relatório da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) revela que os casos
de mortalidade infantil indígena não cresceram apenas em Dourados,
onde está concentrada a maior população de índios de Mato Grosso do
Sul, mas também em vários municípios da região sul. O levan-tamento
indica que a situação é mais crítica no muni-cípio de Tacuru, onde os
casos de mortalidade infantil quase triplicaram no ano passado. Em
2003, morreram, 36 crianças para cada grupo de mil nascidas vivas. Já
em 2004, o índice saltou para 94 para cada grupo de mil.
No polo de Iguatemi, o índice foi de 91 mortes para cada grupo de mil
crianças nascidas vivas em 2004. Já em 2003, o número era de 73
crianças. Em Amambai também houve um aumento no coeficiente de
mortalida-de infantil. Foram registradas 89 mortes para cada grupo de
mil em 2004 contra 77 no ano anterior. Em Dou-rados, o relatório
revela que o índice saltou de 55 em 2003 para 64 no ano passado. No
município de Caarapó, o índice saiu de 29 em 2003 para 34 no ano
passado. Apenas em Antonio João houve uma redução nos números. O
município registrou 42 mortes para cada grupo em 2003 e 20 no ano
passado.
O relatório mostra também que as doenças afetam principalmente
crianças com até cinco anos de vida. As doenças mais comuns
registradas, segundo o levantamento, são as que afetam o aparelho
respiratório. Os dados mostram ainda que as crianças até cinco anos
tam-bém são acometidas por doenças infecciosas intesti-nais. A direção
nacional da Funasa afirma que os problemas de saúde, entre eles, a
desnutrição, evidenciam problemas estruturantes dos povos. O
presidente da Funasa, Valdi Camarcio Bezerra, durante visita a
Dourados, disse que os números não podem ser omitidos e que a fome
merece ser tratada como prioridade política.
FOME
Apesar da repercussão nacional e internacional dos casos de
desnutrição nas aldeias de Mato Grosso do Sul, a Funasa afirma que as
mortes em decorrência da desnutrição em 2004 tive-ram o menor índice
dos últimos anos: quatro casos. A Funasa alega também que no ano
passado, as crianças que precisaram de tratamento no Centro de
Recupe-ração de Desnutridos ficaram menos tempo internadas, em média
110 dias. Em 2003, o tempo médio de permanência para recuperação
nutricional chegou aos 255 dias. Apesar dos avan-ços mostrados em
números, Dourados começa 2005 com índices preocupantes. Foram três
mortes em menos de 40 dias. (
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