Boletim PNUD
24 de Out de 2005
As aldeias indígenas de Dourados (MS), que abrigam 11.500 pessoas em 13.500 hectares, registraram, de janeiro a setembro, a menor taxa de mortalidade infantil em cinco anos. Um levantamento realizado pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde) apontou que, nos nove primeiros meses de 2005, houve 35,9 mortes de crianças de até um ano de idade, para cada mil nascimentos, o melhor resultado desde que a entidade começou a acompanhar os dados da cidade sul-mato-grossense.
A proporção registrada de janeiro a setembro é quase metade da verificada no mesmo período do ano passado, quando houve 67,18 mortes para cada mil nascimentos. A diferença é ainda maior frente aos nove primeiros meses de 2001, quando morreram 86,47 a cada mil. Em 2003 e 2002, os números foram de 51,91 e 50,60, respectivamente.
Para o ano, a expectativa da Funasa é de que a tendência se mantenha e 2005 registre a menor mortalidade desde 2001. A taxa, estima a fundação, deve na pior das hipóteses ficar próximo a 40 mortes para cada mil nascimentos - bem inferior à proporção de 64,33 registrada no ano passado. De 2001 a 2004, o melhor resultado anual aconteceu em 2003, com 44,21 mortes para cada mil nascimentos.
Ainda que os resultados estejam melhorando este ano, a taxa de 35,9 ainda é elevada em comparação a Dourados, ao Estado ou mesmo para os padrões brasileiros. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de mortalidade infantil no Brasil, em 2000, foi de 30,57 por mil nascimentos; no Mato Grosso do Sul, no mesmo ano, foi de 25,53; em Dourados 24,1 (que inclui as aldeias, a zona rural e a zona urbana do município).
Os números positivos registrados de janeiro a setembro e o prognóstico otimista para o acumulado de 2005 coincidem com um programa lançado em abril pela Prefeitura de Dourados. A iniciativa, que conta com apoio do PNUD, visa melhorar as condições de vida das aldeias da cidade. O projeto prevê investimento nas áreas de assistência social, saúde, cultura, habitação e infra-estrutura.
No programa, batizado de "Projeto de Infra-estrutura para Recuperação Cidadã do Desenvolvimento Sustentável da Reserva Indígena de Dourados", o PNUD ficou encarregado de desenvolver a metodologia de acompanhamento do plano, fazer o acompanhamento propriamente dito e buscar verbas junto a organismos internacionais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
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