OESP, Vida, p. A14
09 de Jul de 2010
Moratória da soja valerá por mais um ano na Amazônia
Afra Balazina e Andrea Vialli, com Agências
A moratória da soja, compromisso das indústrias e exportadores da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) de não adquirirem soja oriunda de áreas desflorestadas na Amazônia, foi renovada por mais um ano ontem. A moratória está em vigor desde julho de 2006.
De acordo com o pesquisador Bernardo Rudorff, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a cultura está presente em 6.295 hectares que foram desmatados após julho de 2006. Esta área corresponde a 0,25% do desmatamento ocorrido no bioma Amazônia no triênio 2007-2008-2009, nos Estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia.
Segundo Paulo Adário, do Greenpeace, foram encontradas 75 plantações de soja em áreas de desmatamento recente nos últimos 12 meses. No período 2008/2009 foram 12. Quando a auditoria confirma a informação, a propriedade deixa a lista de fornecedores do grupo. "Quem desmata e não vende está perdendo dinheiro. E o produtor não é burro", afirma Adário. Carlo Lovatelli, da Abiove, diz que não houve aumento no preço da soja com a moratória, mas que assim o setor atende ao exigente mercado internacional, principalmente o europeu.
OESP, 09/07/2010, Vida, p. A14
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100709/not_imp578727,0.php
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