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Moradores comemoram ampliação do Parque Estadual Cachoeira da Fumaça

Instituto Estadual de Meio Ambiente - www.meioambiente.es.gov.br
19 de fev de 2009

Moradores da Região do Caparaó e ambientalistas comemoraram a ampliação da área do Parque Estadual Cachoeira da Fumaça (PECF), no limite entre os municípios de Alegre e Ibitirama. A área da Unidade de Conservação passou de 24,20 hectares (ha) para 162,5 ha, integrando seis novas áreas desapropriadas, inclusive a queda d´água de 144 metros que dá nome ao Parque. O governador Paulo Hartung assinou um decreto alterando a extensão da unidade, na manhã desta quarta-feira (18), durante solenidade realizada na sede do Parque.

A solenidade, que também marcou o lançamento da nova identidade visual do Parque, desenvolvida pelo designer Ronaldo Barbosa, contou com a presença da secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Maria da Glória Brito Abaurre, e do novo secretário de Agricultura, Ricardo Santos - que tomará posse nos próximos dias - além de autoridades municipais e representantes das comunidades do entorno.

A aposentada Maria da Penha Ferraze, 63 anos, criou seus cinco filhos às margens da Cachoeira da Fumaça. Ela é uma das moradoras do entorno que lutam com afinco para a preservação da região. "Participei de todas as reuniões e estou muito feliz com a ampliação do Parque. Além de saber que a natureza será recuperada e protegida, vai aumentar a segurança local e nos dar mais infra-estrutura de lazer".

Penha Ferraze também destacou a importância social do Parque. "Esta estrutura já mudou as nossas vidas. Até pouco tempo, eu achava que só sabia cuidar de porco e galinha. Hoje, fiz cursos oferecidos pelo Parque que me mostraram que sei pintar. Me sinto uma menina de 13 anos, descobrindo meus talentos".

O engenheiro agrônomo Marcos Antônio Sattler é referência como educador ambiental na região e traduziu a ampliação do Parque como a realização de um sonho. "Tenho 45 anos, sou nativo de Alegre e frequento a Cachoeira da Fumaça desde que nasci. Garantir um fragmento maior de Mata Atlântica, uma carência do Espírito Santo, é apenas um dos grandes avanços. O que estamos presenciando é a valorização da cultura local e do turismo e de
outras muitas, que serão sentidas ao longo do tempo", pontuou.

O governador Paulo Hartung destacou, em seu pronunciamento, que o Espírito Santo vive um novo momento de sua história, em que o desenvolvimento vem sendo promovido de forma descentralizada, com respeito ao meio ambiente e com a inclusão dos capixabas. "Temos o compromisso com as futuras gerações. Por isso, estamos trabalhando para preservar o que restou de nossa natureza e recuperar aquilo que foi degradado ao longo dos anos".

Hartung aproveitou para anunciar o plantio, no Parque, de 35 mil mudas nativas de Mata Atlântica nos próximos três anos. O governador plantou uma muda de Pau-Brasil na sede da unidade. O governador ressaltou que a Região do Caparaó é uma das mais bonitas do Brasil. "Essa região possui um enorme potencial. O turismo e o agronegócio são duas áreas promissoras. É preciso que os produtores diversifiquem suas atividades e busquem se desenvolver de acordo com as vocações locais", afirmou.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Maria da Glória Brito Abaurre, cerca de R$ 550 mil provenientes de compensação ambiental já foram destinados à compra de trechos conservados de Floresta Estacional Semidecidual nas margens do Rio Braço Norte Direito. "O Parque é uma demanda dos moradores dos municípios de Alegre, Guaçuí, Ibitirama, Castelo e adjacências, além de outros Estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, que se preocuparam com a proteção deste patrimônio natural belíssimo. Foi uma negociação muito democrática e transparente nas desapropriações, um processo exemplar".

A secretária também ressalta que, com uma área maior protegida, o Parque da Cachoeira da Fumaça poderá ampliar os serviços atualmente prestados aos usuários, como: trilhas temáticas, espaços para educação ambiental, pesquisa científica e serviços ambientais como produção de água e melhoria da qualidade de vida da população.

Para definição das áreas a serem desapropriadas foi realizada consulta pública com a comunidade do entorno, que ocorreu no dia 18 de março de 2008 no salão da Igreja Católica do Distrito de Araraí, em Alegre. Não houve manifestação contrária oral ou escrita, durante o período legal destinado a esclarecimentos e intervenções (19/03 a 18/04/08).

Os recursos referentes à compensação ambiental da PCH Santa Fé são destinados à aquisição de 70 ha (setenta hectares) de terras, pertencentes a quatro proprietários (Sérgio Luiz Salles Freitas - 24,4ha; Maria Luzia Pereira Campagnaro - 9,8ha; Adalto de Oliveira - 19,7ha; e Jacy Praça - 16,1ha) confrontantes com o Parque Estadual Cachoeira da Fumaça e Rio Braço Norte Direito.

Outras duas glebas de terra pertencentes aos senhores Jacy Praça - 28,3ha e Sebastião de Bersa Barros - 25,2ha, são objetos de aquisição por meio de recursos da compensação ambiental da PCH São Simão.

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