Ambientebrasil
12 de Out de 2007
Primeiro de uma série de eventos similares a serem promovidos em todo o País, o Encontro de Intercâmbio da Carteira Indígena para os povos indígenas do Nordeste e Leste será realizado entre os dias 16 e 19 deste mês, em Garanhuns (PE). Outros quatro encontros referentes à Carteira de Projetos Fome Zero e Desenvolvimento Sustentável em Comunidades Indígenas - ou simplesmente Carteira Indígena (CI) - serão realizados para os povos de São Paulo (de 29 de outubro a 1o de novembro, em São Paulo); da Região Sul (de 7 a 8 de novembro, em Florianópolis); da Amazônia Legal (de 28 a 30 de novembro, em Brasília); e do Mato Grosso do Sul (entre comunidades guarani e terena, de 11 a 30 de novembro).
Em comum, os encontros promoverão consultas regionais - durante os quais as comunidades indígenas apoiadas poderão trocar experiências e identificar as principais dificuldades enfrentadas na execução de seus projetos de CI. Participarão dos encontros lideranças das organizações indígenas regionais, membros da CNPI - Comissão Nacional de Povos Indígenas, em cada região, além de parceiros governamentais e instituições não-governamentais, entre outros.
"A hora é de trocar experiências e de refletir sobre o que foi feito, para definir elementos que aprimorem o atendimento às comunidades indígenas e fortaleçam a dimensão ambiental da Carteira Indígena", diz a coordenadora Lylia Galetti.
A Carteira Indígena é fruto de uma parceria entre o MMA - Ministério do Meio Ambiente e o MDS - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome na primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em dezembro, completará quatro anos de atuação junto a comunidades indígenas de todo o País. Ao longo desse período, foram aprovados pelo Grupo Gestor da CI um total de 235 projetos, com investimentos da ordem de R$ 10 milhões, em benefício de 60.098 indígenas em todo o Brasil.
Os projetos de CI estão voltados, principalmente, a atividades vinculadas à produção de alimentos (como plantio de roças, criação de pequenos animais e bovinos, beneficiamento de frutas, casas de farinha, piscicultura e apicultura, por exemplo), e, em menor medida, à geração de renda, com a produção agroextrativista e de artesanato. Com a implementação desses projetos, constatou-se uma redução na pressão sobre os recursos naturais das áreas indígenas, bem como um aumento na produção de alimentos e na renda de algumas famílias.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.