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Ministro promete solução justa para questão fundiária

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
11 de Jun de 2003

Márcio Thomaz Bastos concentrava-se ao ouvir cada argumento sobre a homologação da reserva

Depois de ouvir todos os apelos, o ministro Márcio Thomaz Bastos disse que não veio a Roraima para falar, mas para escutar todos os segmentos sobre a questão da Raposa/Serra do Sol. Prometeu que a decisão a ser tomada pelo presidente Lula da Silva (PT), levará em conta tudo o que for dito pelos vários segmentos interessados na solução do problema.

O ministro afirmou ter ficado impressionado com a capacidade de argumentação dos representantes políticos de Roraima. "Antes de vir para cá consultei mapas fornecidos pelo Sivam e li toda a literatura sobre o assunto. Mas nada vai substituir esse contato direto que estou tendo e terei a partir de amanhã (hoje) com os atores interessados na solução dessa questão", disse.

Thomaz Bastos garantiu que o Governo Federal fará tudo que estiver ao seu alcance, para resolver de vez essa e outras questões que dizem respeito ao desenvolvimento do país. "Nós damos a certeza de que vamos decidir essa questão da melhor forma possível e com justiça", assegurou.

Ele enfatizou ainda que antes de vir para Roraima buscou "limpar a cabeça" para não trazer nenhuma impressão pré-concebida sobre o assunto. Disse que pretende sair de Roraima tendo ouvido o maior número de opiniões possível. Foi taxativo ao afirmar que não apresentará nenhuma decisão durante a sua permanência no Estado.

"Vou levar todas as informações para que o presidente Lula decida. Ele tomará uma decisão que seja a melhor para Roraima e para o Brasil. O presidente Lula sabe que o seu destino está ligado ao destino do Brasil", afirmou.

Hoje, o ministro visita as comunidades indígenas na região da Raposa/Serra do Sol. Vai conversar com todas as comunidades para colher informações e formar um juízo de valor, que possa ajudar o presidente Lula da Silva a decidir qual a melhor forma de homologar a área, se em área contínua, como quer o CIR, ou preservando os núcleos urbanos, redes de eletrificação, estradas e propriedades produtivas, como sugere o governo estadual.

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