A Gazeta-Rio Branco-AC
Autor: Pitter Lucena
02 de Ago de 2003
O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, lançou ontem em Rio Branco, durante o Seminário Universidades em Rede de Ciência e Tecnologia, a Rede de Grupos de Pesquisa da Amazônia entre as universidades federais do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, criando instrumentos para a desconcentração da ciência e tecnologia do país. A abertura do evento ocorreu às 19h30 no auditório da Secretaria da Fazenda.
O secretário de Políticas e Programas em Ciência e Tecnologia, professor Gilberto Sá, esteve reunido durante dois dias com reitores das universidades dos quatro Estados, professores da USP e representantes para apresentar propostas conjuntas durante o Seminário.
Dentre as sugestões que serão discutidas com o ministro está a criação de Fundações de Apoio à Pesquisa em cada um desses Estados. Segundo o secretário, "a criação dessas fundações facilitaria a alocação de recursos, garantiria maior estabilidade aos programas e assegura a participação e contrapartida dos Estados e universidades".
Outra proposta em debate é a formação de núcleos temáticos, de acordo com as vocações regionais. A partir daí, seriam definidas as linhas de pesquisas para montagem dos cursos de pós-graduação.
O evento é resultado da proposta de Roberto Amaral ao reitor da Universidade de São Paulo (USP), Adolpho José Melfi, que pediu a contribuição da universidade para a política de desconcentração de C&T do Ministério. O encontro ocorreu em meados de junho passado, durante visita do ministro à instituição paulista. Consta na proposta a participação de doutores da USP em cursos de pós-gra-duação, inicialmente, nas universidades do Acre, Amapá, Roraima e Rondônia.
O seminário, que começou ontem e termina hoje, reúne representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia, do CNPq, CAPES, do Ministério do Meio Ambiente e das universidades da região amazônica e da USP, para discutir as propostas de pesquisas em ciência e tecnologia das instituições voltadas para o desenvolvimento sustentável local.
"A partir daí, vamos localizar áreas nas quais a USP possa, através de seus doutores, oferecer cursos de pós-graduação para as universidades", adianta o secretário de Política e Programas em Ciência e Tecnologia, Gilberto Sá. Ele lembra que esta é a orientação do ministro Amaral, preocupado com o alto déficit de mestres e doutores nessa região, índice que impede o processo de desconcentração da C&T no país.
Em paralelo ao seminário, o MCT e o MEC estão fazendo um levantamento dos equipamentos disponíveis e das áreas com maior déficit pedagógico. A partir da análise dessas informações, a USP deverá selecionar professores para lecionarem cursos por um período de três a seis meses.
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