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Autor: Osvaldo Sato
09 de Abr de 2026
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, garantiu nesta quinta-feira (9) a liberação de R$ 53 milhões para a construção de um sistema de abastecimento de água na maior reserva indígena urbana do país, em Dourados. A reserva é formada pelas aldeias Bororó e Jaguapiru e abriga cerca de 20 mil indígenas dos povos Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena, que enfrentam escassez de água há mais de cinco anos.
A situação se agravou com um surto recente de chikungunya no município. Dados do Ministério da Saúde apontam que, até sábado (4), havia 3.596 notificações e 1.314 casos confirmados, sendo 914 entre indígenas. "Nós já acompanhávamos essa situação crítica da reserva indígena de Dourados e como primeiro ato [ao assumir o ministério] assinamos essa ordem de serviço justamente para que as obras comecem", declarou o ministro.
Segundo Eloy Terena, lideranças indígenas pedem a criação de uma instância de governança para acompanhar semanalmente a aplicação dos recursos destinados às obras e ações na reserva.
"Esse é um compromisso que eu assumi lá com as lideranças indígenas, não só em relação a esse recurso dos poços, mas em relação aos outros recursos que nós anunciamos também para o enfrentamento da epidemia de chikungunya", afirmou.
O último documento necessário para o início das obras foi assinado na sexta-feira (3), permitindo a implantação de dois "superpoços" com sistema de distribuição de água para as aldeias. Os recursos já foram repassados ao Governo de Mato Grosso do Sul, que executará o projeto por meio da empresa estadual de saneamento.
De acordo com a Sanesul, o projeto está em análise pela Caixa Econômica Federal. "Paralelamente, já foi realizado o cadastramento junto à Agesul [...] com previsão de contratação e início das atividades ainda neste semestre", informou a empresa.
A previsão é de que os editais para as próximas etapas sejam publicados após a liberação dos recursos, com prazo de conclusão estimado em dois anos. Atualmente, o abastecimento é feito de forma provisória por 15 pequenos poços instalados em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados.
"Agora vem o que nós chamamos de 'superpoços', que são os que irão resolver, mesmo, o problema estrutural. É por isso que nós alocamos ali uma ordem de R$ 53 milhões, para construir esses poços estruturais e fazer a ligação da rede de distribuição", concluiu o ministro.
*Com informações da Agência Brasil.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)
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