Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
07 de Jan de 2004
O coordenador da bancada federal de Roraima, deputado Alceste Madeira (PMDB) disse ontem à Folha que o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), atuou de forma antiética ao anunciar que a Raposa/Serra do Sol seria homologada em área contínua ainda este mês de janeiro, passando por cima do GTI (Grupo de Trabalho Interministerial), formado pelo governo Lula para estudar a questão fundiária de Roraima.
Para Alceste, o ministro Thomaz Bastos, foi infeliz ao se manifestar sobre a forma de homologação da Raposa/Serra do Sol, deixando claro que tinha uma posição que estava latente, escondida, sobre o assunto. Ele afirma que a homologação da reserva indígena em área única, com a extinção do Município de Uiramutã seria um caos e atenderia somente aos interesses das ONGs internacionais.
"Antes mesmo da conclusão do trabalho da comissão composta pelo presidente Lula ele (o ministro), já deu declarações de que a área pretendida seria demarcada em poucos dias. Agindo dessa forma, o ministro não está se pondo sensível ao que a maioria da população de Roraima almeja", criticou.
O parlamentar destacou que solicitará audiência com o ministro-chefe da Casa Civil e o presidente Lula, para tratar do assunto. Afirmou que será necessário que a classe política de Roraima vá a Brasília pressionar o Governo Federal a tomar uma decisão que atenda aos interesses do Estado. "Da forma como agiu o ministro da Justiça, parece que é muito mais importante para ele atender aos interesses estrangeiros defendidos pelas ONGs", comentou.
Sobre o movimento iniciado ontem pela sociedade civil organizada de Roraima, Alceste Madeira disse tratar-se de algo importante para mostrar que o assunto (a homologação da reserva indígena) não é "coisa apenas de interesse dos políticos", mas que diz respeito a toda a população. Defende o engajamento de toda a bancada, utilizando os meios que dispuser para se fazer ouvir em Brasília, mesmo nesse período de recesso parlamentar
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