Folha de S. Paulo-São Paulo-SP
Autor: CAMILO TOSCANO
13 de Ago de 2003
Senadores ironizam presidente da Funai; Ministro diz que situação é indefinida
Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) negaram que estejam exercendo pressão para a saída de Eduardo Aguiar de Almeida da presidência da Funai (Fundação Nacional do Índio) e que pretendem indicar um nome para sucedê-lo.
Jucá afirmou que a intenção de exonerar Almeida é do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. "A informação que eu tenho é de que o ministro está querendo tirar o Eduardo faz tempo", declarou. "Ele é incompetente e quer arrumar desculpa para sua impetência", c ompletou.
"Não quero nada com a Funai. Tive e já paguei meus pecados quando fui presidente. Se eu quisesse colocar um amigo meu na Funai é porque ele não é meu amigo. Quando eu saí de lá, desencarnei da Funai", afirmou Jucá, que presidiu o órgão de 1984 a 87.
"Não vou poder responder ao doutor Eduardo Almeida sem que alguém faça um exame psicotécnico em relação a ele. Não quero outras coisas que dirá a Funai. Ele cria tantos problemas para a administração e para os índios que evidentemente não está normal", disse AC M.
O ministro Márcio Thomaz Bastos não quis comentar as declarações e declarou, por meio de sua assessoria, que "não há definição sobre esse assunto". "Até o momento ele continua presidente da Funai", disse
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