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18 de Nov de 2019
Desmatamento na Amazônia foi de 9.762 km² de agosto de 2018 a julho de 2019. É a maior área registrada desde 2008, quando o sistema somou 12.911 km² de área devastada.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta segunda-feira (18) que o aumento de quase 30% no desmatamento na Amazônia tem relação com atividades econômicas ilegais.
"O motivo do aumento [do desmatamento] são os conhecidos de 2012 para frente: a pressão das atividades econômicas, a maior parte ilegal. Precisamos de estratégias para conter isso", afirmou Ricardo Salles.
O ministro deu a declaração durante a apresentação, nesta manhã, dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos. Ele não respondeu a questionamentos de jornalistas.
"Ao contrário dos números divulgados nos últimos anos, vimos 29% [de aumento]. Ele está longe do que queríamos, mas está longe dos números de três casas decimais que foram divulgados. Queremos um ambientalismo de resultados e, sem isso, vamos continuar vendo isso. Precisamos de alternativa de economia sustentável para aquela região da Amazônia", defendeu o ministro.
Neste ano, alertas diários emitidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) já vinham mostrando aumento de áreas desmatadas na Amazônia. Os números do Prodes, mais precisos, confirmam agora a alta. A informação publicada nesta segunda ainda é preliminar: como em todos os anos, o Inpe revisará o dado no primeiro semestre de 2020, e chegará à taxa consolidada.
O Prodes faz o mapeamento com imagens dos satélites Landsat, CBERS e ResourceSat. O sistema consegue quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. Também registra o chamado "corte raso" das florestas, que é a remoção completa da cobertura florestal primária. Segundo o Inpe, o nível de precisão do Prodes é de aproximadamente 95%.
"Precisamos adotar medidas diferentes pra combater o desmatamento. Vamos discutir quais são os pontos de convergência para os entes estaduais e federais para combate. Vamos nos reunir na quarta", disse Salles.
Dados do desmatamento
Alta foi de 29,5% em 12 meses: área passou de 7.536 km² (agosto/17 e julho/18) para 9.762 km² (agosto/18 e julho/19);
Foi a maior área desde 2008, quando o Prodes apontou 12.911 km² desmatados;
Desde 2012, quando desmatamento foi de 4.571 km², aumento anual foi de 11,4%;
Quatro estados respondem por 84% da floresta derrubada, sendo 40% no Pará;
Ministro Ricardo Salles diz que principal motivo do crescimento é prática de atividades econômicas ilegais
Pesquisadores e ONGs cobram fiscalização e nova postura do governo federal
https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2019/11/18/minis…
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