OESP, Especial, p. H3
23 de Jun de 2012
Ministra diz que falta clareza a trechos do texto
GLAUBER GONÇALVES / RIO - O Estado de S.Paulo
Na primeira ressalva pública feita por uma autoridade do governo brasileiro ao documento oficial da Rio+20, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, lamentou ontem a falta de clareza no texto final da conferência sobre as obrigações dos países desenvolvidos com relação ao estabelecimento de novos padrões de consumo e produção no planeta.
"Além da adoção do plano, podíamos ter deixado claro o que significa isso. O plano é excepcional, mas como é que nós vamos transformar essas obrigações dos países desenvolvidos?", questionou.
Apesar de ter iniciado seu balanço sobre a Rio+20 em tom bastante otimista, durante evento no Forte de Copacabana, a ministra emitiu opiniões que contrastaram com declarações anteriores dadas por ela mesma e por outras autoridades do governo federal.
Izabella também disse que o documento poderia ter avançado em dois outros pontos: na questão dos direitos reprodutivos das mulheres e na parte do texto final que trata dos oceanos. No entanto, ela não deu detalhes sobre os avanços que considerava necessários.
'Vitória.' Logo quando da elaboração do rascunho que foi apresentado aos chefes de Estado e de governo no segmento de alto nível, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, negociador-chefe do País para a Rio+20, afirmou que o texto era "estupendo". A presidente Dilma Rousseff classificou o documento como "uma grande vitória".
A própria Izabella teve duas reações similares. "Estou particularmente muito satisfeita", disse na terça-feira. No dia seguinte, elogiou mais uma vez o texto, listando várias conquistas, entre elas o início do processo que levará à criação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e à reafirmação dos princípios da Eco-92.
Ontem, antes das objeções, a ministra disse que os resultados da Rio+20 são bastante positivos. Ao ressaltar que foram tomadas "decisões e mais decisões", enfatizou que as pessoas não sabem ler os documentos das ONU. "Muitas vezes as pessoas não sabem ler os documentos das Nações Unidas. Sinto isso, às vezes elas não entendem as decisões", declarou.
OESP, 23/06/2012, Especial, p. H3
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