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Ministério Público de Mato Grosso cobra Tangará da Serra para criar lei de cotas para negros e indígenas no serviço público

Cenário MT - cenariomt.com.br
Autor: Dayelle Ribeiro
19 de Nov de 2025

A atuação do Ministério Público foi motivada por uma denúncia anônima que questionava a ausência de reserva de vagas no edital do Concurso Público no 01/2024. A investigação subsequente confirmou a inexistência de legislação local que estabeleça um sistema de cotas. O fator determinante para a iniciativa foi a análise dos dados do Censo IBGE 2022, que indicam que 11,9% da população se autodeclaram pretos ou indígenas, e que o contingente de negros (pretos e pardos) ultrapassa 61,7% do total de moradores, demonstrando uma clara disparidade demográfica.

O promotor Alexandre Balas afirmou que a inércia legislativa cria uma lacuna na efetividade dos direitos fundamentais no plano local, sendo necessário que o Poder Público Municipal aja para concretizar os objetivos da República. Os ofícios, que ressaltam a constitucionalidade das políticas de cotas reconhecida pelo STF, foram enviados ao prefeito Vander Alberto Masson e ao presidente da Câmara, Edmilson Avelino Porfirio, para que os poderes debatam e supram a omissão legislativa.

O Prefeito e a Câmara de Vereadores têm o prazo de 30 dias para comunicar à Promotoria de Justiça as providências adotadas. Após esse prazo, o Ministério Público avaliará os próximos passos, que podem incluir reuniões institucionais ou uma audiência pública para debater o tema com a sociedade civil organizada.

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