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Ministério do Meio Ambiente quer estudar a "vacina do sapo" com índios do Juruá

Viaecológica-Brasília-DF
12 de ago de 2003

Uma equipe do Ministério do Meio Ambiente visitou nesta semana a terra indígena katukina, em Cruzeiro do Sul, no Acre para iniciar com os índios uma primeira discussão sobre estudos a serem desenvolvidos sobre o kambô. Regionalmente conhecida como "vacina do sapo", a secreção da rã Philomedusa bicolor é utilizada há milênios pelos índios e seus efeitos benéficos à saúde já são conhecidos empiricamente pelos seringueiros da região. O objetivo é fazer com que o Brasil tome a dianteira na pesquisa que vem sendo feita pelos EUA, Israel, Japão e Itália. Laboratórios destes países já puderam a partir destas pesquisas sintetizar duas substâncias, a deltorfina e a dermorfina, com aplicações no tratamento à derrames cerebrais, mal de Alzheimer e de Parkinson, entre outros. A pesquisa feita pelos estrangeiros foi denunciada como biopirataria pelos índios e por ONGs da região amazônica. Segundo Leonel Pereira, secretário de desenvolvimento sustentável do MMA, existe um número considerável de pesquisadores brasileiros se dedicando ao estudo da secreção de sapos em geral. A ocorrência da rã e de comunidades usuárias desta medicina no país, pode ser um fator a favorecer o Brasil para que o país tome a dianteira nas pesquisas. (Texto do repórter Leandro Altheman, de Cruzeiro do Sul-AC, que pode ser contactado pelo email leandroal@yahoo.com).

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