A Critica, Brasil, p. A10
09 de Mai de 2004
Minihidrelétrica no rio Solimões
Professor da Universidade de Brasília aplicará invenção para gerar luz elétrica a custo baixo em várias regiões
Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram uma espécie de minihidrelétrica, que gera energia para pequenas comunidades isoladas sem necessidade de construção de barragens. A turbina, chamada de hidrocinética, gera energia elétrica a partir da correnteza dos rios, e pode abastecer até 15 famílias a um custo médio de R$ 20 mil. É uma alternativa para regiões distantes da rede elétrica, onde não é possível construir usinas de maior porte.
A primeira máquina foi implantada há nove anos em Correntina (BA) e funcionou como um modelo de testes para a tecnologia. Hoje, finalizado o projeto-piloto, a UnB vai instalar três novas máquinas - uma no rio Solimões, a 15 quilômetros de Manaus e outras duas na Bahia -, conta o professor Franco Morale, um dos coordenadores do projeto. A universidade está concluindo o processo de patenteamento da tecnologia e depois deve abrir o projeto para a iniciativa privada, com o objetivo de produziras máquinas em escala comercial.
As turbinas têm capacidade para produzir de 0,5 a 3,5 quilowatt-hora (kwh), dependendo do porte. Se forem colocadas em pequenas quedas d'água, a potência se multiplica, diz Morelo.
Em números
400 megawatts
É a estimativa de produção para atender ao menos 300 pessoas no Estado do Ceará. Este porte é bem superior ao da minihidrelétrica a ser instalada no rio Solimões dentro da iniciativa ecologicamente correta. Segundo técnicos, o potencial gerador da costa brasileira, com esta tecnologia,chegaria a 40 mil megawatts. A Bahia já tem projeto similar em plena atividade.
Flutuadores na Amazônia
Os pesquisadores criaram também uma opção flutuante da turbina, para rios de leite mais largo, em que a correnteza se concentra no meio do rio
Este modelo, por exemplo, ser, instalado no Solimões. A máquina ficará instalada sob flutuadores, porque a largura do leito não permite que fique presa por uma haste à margem, como ocorre no modelo instalado na Bahia. A tecnologia foi criada pelo Laboratório de Energia Ambiente da Faculdade de Tecnologia da UnB, em uma pesquisa bancada por instituições de fomento à pesquisa no Brasil como a Finep e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq).
A Crítica, 09/05/2004, Brasil, p. A10
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