O Eco
05 de Out de 2007
O Conselho Internacional de Mineração e Metais (CIMM), entidade que congrega as 16 maiores companhias do setor em todo mundo, lançou nesta quarta-feira no II Congresso Latino Americano de Áreas Protegidas um guia de boas práticas com relação à biodiversidade. O conjunto de regras prevê que todas as companhias devem fazer estudos detalhados sobre a riqueza natural dos lugares onde estão investindo. Nas palavras da diretora de Meio Ambiente do CIMM, Christine Copley, a ordem é que empresas evitem impactos e respeitem as unidades de conservação estabelecidas.
O CIMM conseguiu arrancar de seus associados um compromisso de que nunca irão partir para prospecção e exploração em sítios de patrimônio natural tombados pela Unesco. Entre as empresas estão a Anglo American, Billinton, Rio Tinto e a brasileira Companhia Vale do Rio Doce. Segundo Copley apenas a anglo-holandesa Shell não aderiu ao compromisso. O guia de boas práticas terá uma versão traduzida para o português até o fim do ano na página do CIMM na internet.
Representantes de ONGs presentes ao lançamento do guia de boas práticas reclamaram que o compromisso de não explorar os sítios da Unesco é pouca coisa. Ao todo os patrimônios naturais são cerca de 180 em todo o planeta. Áreas protegidas existem ao redor de 104 mil.
O evento do CIMM também se tornou palco para que ambientalistas de diversas partes da América Latina reclamassem dos impactos da atividade minerária no continente. Um estudante chileno afirmou que parques estão sendo reduzidos em seu país, pois a constituição coloca as concessões minerais como algo mais importante que a manutenção das áreas protegidas. Já técnicos da Administração de Parques Nacionais da Argentina afirmaram que diversas minas de ouro estão avançando sobre as zonas de amortecimento e têm contaminado nascentes de água no sopé da Cordilheira dos Andes.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.