GAZETA DIGITAL
13 de Nov de 2007
Metade das crianças quilombolas vivem desnutridas
HOME PAGE GAZETA DIGITAL, 13.11.2007
Dados obtidos junto a 60 comunidades quilombolas e analisados pela Unifesp apontam quadro nutricional comparável à situação encontrada no Nordeste uma década atrás. O levantamento foi realizado por equipes de agentes de saúde de acordo com orientações da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social e
Combate à Fome Os resultados demonstram que crianças menores de 5 anos, de comunidades quilombolas, estão vivendo em condições precárias de nutrição e saúde. A situação é pior do que a enfrentada atualmente
por moradoras do semi-árido e semelhante à que atingia as crianças dos centros urbanos da região Nordeste há dez 10 anos. O risco de desnutrição é alto, com 50% das crianças pesquisadas em ameaça de déficit nutricional, apesar de mais da metade das famílias fazerem três ou mais refeições diárias, num quadro considerado aceitável, segundo a política de segurança alimentar do atual governo. As informações foram compiladas e analisadas por profissionais da Unifesp
em quase 3 mil questionários preenchidos em 60 comunidades quilombolas rurais, localizadas em 22 estados brasileiros, durante a II Etapa da Campanha de Vacinação de 2006. "Estas informações são importantíssimas, porque não existe no Brasil um diagnóstico nacional da situação nutricional de crianças quilombolas", alerta José Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei, epidemiologista e professor associado da Disciplina de Nutrologia, do Departamento de Pediatria da UNIFESP.
De acordo com dados oficiais, estudos acadêmicos e entidades civis ligadas ao tema, existem no país mais de 700 comunidades quilombolas, em 24 Estados da federação, sendo quase 40 somente no Estado de São Paulo.
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
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