VOLTAR

Meta vai depender do controle do desmatamento

OESP, Vida, p. A18
09 de Set de 2009

Meta vai depender do controle do desmatamento

Para conseguir reduzir suas emissões de CO2, o Brasil precisa prioritariamente diminuir o desmatamento da floresta amazônica, que ainda é a maior fonte no País de gases-estufa.
Para isso, o governo criou o Plano Nacional de Mudanças Climáticas. E, se for cumprir a meta de diminuir em 40% a média anual de desmate no período 2006-2009, em relação à média dos dez anos anteriores, o desmatamento não poderá ser maior do que 8.250 km².

A redução do desmatamento tem a vantagem de não depender de grandes revoluções tecnológicas. E a boa notícia é que o desmate caiu 46% nos últimos 12 meses em relação ao igual período anterior.

Porém, as informações de junho e julho deste ano preocupam: houve aumento de 18,5% em relação aos mesmos dois meses de 2008. E o desmate está cada vez mais espalhado (não mais concentrado nas bordas da floresta com o cerrado).

OUTROS FATORES

Dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente no último dia 27 mostraram que os combustíveis e a indústria passaram a ter, em pouco mais de dez anos, uma importância muito maior como poluidores.

Segundo a pasta, as emissões de carbono das indústrias cresceram 77% entre 1994 e 2007. No mesmo período, a emissão por queima de combustíveis fósseis subiu 49%.

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) afirmou que a importância desses setores deverá subir de 18% em 1994 para algo entre 25% e 30%. O desmatamento seria responsável por 55% ou 60% das emissões, contra 75% em 1994.

Os dados são uma estimativa feita com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Empresa de Planejamento Energético e da própria indústria. No fim do ano, será divulgado um inventário completo. No setor energético, o Plano Decenal apresentado contradiz a intenção de reduzir emissões: prevê dobrar o parque termoelétrico.

OESP, 09/09/2009, Vida, p. A18

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.