Brasil Norte-Boa Vista-RR
07 de Jul de 2004
Falando muito em dinheiro e pouco sobre direitos de não índios, Mércio Gomes negou que tenha vindo a Roraima no intuito de negociar com produtores, sobretudo com os rizicultores, que estão na área demarcada da Raposa/Serra do Sol.
Segundo o presidente, os cálculos preliminares indicam que as indenizações das benfeitorias dos que ocuparam as terras de boa fé beiram R$ 4,5 milhões. "Conseguimos verbas. Não são apenas R$ 5 milhões, se aproximam de R$ 12 milhões", ressaltou.
Nos últimos cinco anos, dos 207 proprietários rurais que estavam na Raposa/Serra do Sol, aproximadamente 160 saíram. De acordo com informações da Funai, a maioria já foi indenizada, o que daria 'credibilidade' para novos acordos.
"Há possibilidade de diálogo. Existem prazos para saírem e recursos para indenizar quem tiver direito. Além disso, a Funai e o Incra estão firmando convênio para disponibilizar terras, inclusive de várzeas, para reassentá-los", frisou Mércio Gomes.
Complementou que sua intenção aqui 'não é fazer renegociação nenhuma', mas trazer 'a palavra de reconhecimento da Funai a todo esse processo que tem havido em Roraima', destacando existir áreas suficientes para desenvolver o setor agroindustrial.
"Essa história de dizer que só lá, exatamente na terra indígena, é possível produzir arroz me parece exagerada. Pelo menos, é controversa. Análises do Incra e da Embrapa mostram ser viável o cultivo em outros lugares de Roraima", disse. (I.G.)
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