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Mercadante anuncia nomes para Ciência e Tecnologia

OESP, Vida, p. A14
07 de Jan de 2011

Mercadante anuncia nomes para Ciência e Tecnologia
Carlos Nobre, ex-diretor do Inpe, deve assumir cargo de secretário de Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento

Andrea Vialli

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, nomeou ontem o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre para a Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério. Além de Nobre, o novo ministro, que assumiu a pasta no início da semana, definiu outros dois nomes técnicos.
Carlos Nobre é considerado um dos maiores especialistas mundiais sobre clima. É membro do Painel do Clima das Nações Unidas (IPCC, na sigla em inglês). Integra também o Comitê Científico do International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP). Nobre assume no lugar de Luiz Antonio Barreto de Castro.
O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp, foi convidado para assumir a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), no lugar de Carlos Ganem, que comandou o programa espacial brasileiro nos últimos quatro anos. Ele afirmou, por meio de sua assessoria, que está analisando o convite.
Para a Secretaria de Política de Informática, Mercadante nomeou Virgílio Almeida, do Centro de Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Uma de suas tarefas será realizar a integração das redes informatizadas do governo e dos principais centros de inovação tecnológica.
Virgílio assume no lugar de Augusto César Gadelha Vieira.
Aprovação. Os nomes indicados por Mercadante foram bem recebidos pelo meio acadêmico. "Mercadante está começando muito bem, com bons nomes, o que mostra que está ouvindo a academia", afirma Jacob Palis Junior, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Na avaliação de Palis, o maior desafio de Mercadante - que é economista de formação - será aumentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento no País. Mercadante afirmou, em entrevista ao Estado, que a meta do governo é aumentar esses recursos para 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) - hoje é de 1,25% do PIB. "Esse é o caminho. Mas, para que isso ocorra, é preciso que os investimentos dos setores público e privado cresçam em torno de 5% acima do crescimento do PIB", diz Palis. Outra meta que o governo precisa alcançar, segundo Palis, é duplicar o número de pesquisadores e técnicos até 2020.

Os indicados
Carlos Nobre
Secretaria de Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento

Marco Antônio Raupp
Agência Espacial Brasileira

Virgílio Almeida
Secretaria de Política de Informática

OESP, 07/01/2011, Vida, p. A14

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