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Autor: Da redação
06 de Mai de 2026
Um megaoperação na Terra Indígena Sararé, que fica entre os municípios de Conquista D'Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, encontrou e destruiu 23 bunkers utilizados pelo garimpo ilegal. De acordo com dados do Governo Federal, a ação gerou um prejuízo de R$ 63 milhões aos garimpeiros.
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"Foram encontrados alimentos, freezers e equipamentos diversos, como motosserras, além de outros materiais empregados na atividade de garimpo. Os bunkers não possuíam sistema de ventilação e não foi identificado qualquer tipo de sinal de comunicação, incluindo internet", descreveu um dos técnicos.
De acordo com as equipes desta força-tarefa, os bunkers foram construídos com a finalidade de ocultação e permanência prolongada no local, indicando planejamento prévio. "A ausência de ventilação demonstra condições insalubres, enquanto a presença de alimentos e equipamentos reforça o uso como abrigo estratégico. A deterioração dos mantimentos sugere ainda abandono recente após as ações de fiscalização", aponta o técnico.
A operação reuniu agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Exército, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).
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Dentre os maiores bunkers, estão alguns com dimensão aproximada de 5 metros de comprimento por 2 metros de largura e 1,80 metro de altura. Já os menores apresentavam cerca de 2 metros de comprimento por 1 metro de largura e 1,80 metro de altura.
Garimpo em Cururu
Em um dos principais garimpos na Terra Sararé, o Garimpo do Cururu, as equipes encontraram um gerador de energia com capacidade de grande porte, avaliado em R$ 100 mil reais e potência de 100 a 225 kVA. A avaliação dos técnicos é de que este gerador levava energia a cerca de 100 barracos ou, se o uso fosse misto, atendia a 50 barracos, mais freezers para alimentação e guinchos de coluna usados em cavernas de exploração de ouro.
Após um mês de investidas diárias no território, mais de 90 mil litros de diesel foram retirados de circulação, destruídos ou apreendidos; 190 geradores, 441 motores de garimpo, 971 quilos de emulsão e ou explosivos, entre outros itens.
A desintrusão na Terra Indígena Sararé não possui data final. O Governo Federal afirmou que o objetivo é seguir com o trabalho até que a segurança e o usufruto da terra sejam resguardados.
O território com 67 mil hectares, já homologado pelo Decreto no 91.209 de 30 de abril de 1985, pertence ao povo Nambikwara, composto atualmente por 201 indígenas.
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