Gazeta de Cuiabá-Cuiabá-MT
Autor: Sandra Amorim
11 de Mai de 2005
A adoção de medidas nem sempre chega em tempo de evitar tragédias como a morte, por desnutrição, de crianças indígenas em aldeias localizadas no município de Dourados, em Mato Grosso do Sul. Ontem a Embrapa anunciou que adotará programas de médio prazo para melhorar a qualidade nutricional dos índios daquela reserva.
Segundo a empresa de pesquisa estatal, trata-se de uma contribuição de combate à desnutrição nas aldeias do município sul-mato-grossense. Essa ajuda é bem-vinda, mas já deveria ter sido empregada antes das fatalidades registradas em Dourados.
Porém, a ajuda à comunidade indígena precisa chegar de todos os lados para que não ocorram apenas ações paliativas ou de resultados demorados, como será o caso dos programas a serem desenvolvidos pela Embrapa. Até que a empresa implante os projetos, os índios precisam de outros tipos de apoios imediatos que devem chegar prioritariamente da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Da Funai espera-se que estejam sendo tomadas providências no sentido de realizar em tempo os repasses orçamentários para atender às necessidades imediatas das aldeias. Em relação à Funasa, que esteja realizando o atendimento a contento para evitar que mais tragédias aconteçam na reserva indígena de Dourados.
Os programas anunciados ontem pela Embrapa só surtirão efeitos positivos se as duas fundações trabalharem com afinco, pois os problemas já existentes precisam ser sanados antes de ensinar o índio a plantar e desenvolver culturas que possam garantir a subsistência dele.
A Embrapa inicia neste semestre os projetos de incentivo ao plantio de mudas de árvores frutíferas e de produção de sementes de feijão e milho. No entanto, a disponibilização das sementes e acompanhamento do programa nas aldeias devem começar apenas em outubro. Outros projetos também serão desenvolvidos em parceria com a Funasa para a construção de fossas sépticas. O objetivo é transformar os dejetos em adubos para utilização nos quintais agrícolas.
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