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Médicos Sem Fronteira deixam trabalho com índios no Brasil

Site do Terra
28 de Fev de 2002

A organização internacional Médicos Sem Fronteiras está deixando o trabalho de assistência à saúde dos povos indígenas no Brasil por considerar que os objetivos básicos do programa foram alcançados. O trabalho começou há mais de dez anos.

A organização não-governamental (ONG) desembarcou no Brasil para trabalhar com populações indígenas em 1991, quando foi detectada uma epidemia de cólera na região do Alto Solimões. Também atuou no controle da malária, principalmente em Roraima e Amazonas. "Quando chegamos havia falta de atendimento às necessidades que consideramos básicas, mas agora há uma certa estrutura", disse o David Kaisel, coordenador-geral do núcleo holandês da organização no Brasil.

A organização humanitária chegou a ter mais de cem pessoas, entre estrangeiros e brasileiros, trabalhando com os índios no país.

Em comunicado oficial ao presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Ministério da Saúde, a organização disse que "as atividades da Funasa têm mostrado uma mudança fundamental na política de saúde indígena, substituindo as anteriores políticas assistencialistas por soluções participativas e sustentáveis", informou.

A ONG, que ainda integra projetos no Rio de Janeiro, está elaborando um amplo relatório sobre o trabalho de assistência médica aos povos indígenas, realizado no Amazonas e Roraima a partir de 1991, que será enviado à Funasa.

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