Página 20 - http://www.pagina20.net
Autor: Dell Pinheiro
13 de Fev de 2014
O Ministério da Educação (MEC) pretende criar, até 2015, uma rede universitária que contemple os conhecimentos produzidos pelos índios brasileiros. A Universidade Aberta do Brasil (UAB) como foi intitulada, oferecerá cursos de graduação e pós criados dentro da rede - e não pertencerão a uma só instituição. Dessa forma, atenderá mais interessados em todo o país. A ação é igual ao projeto de educação à distância das universidades federais.
No ano passado, o MEC lançou o Programa Nacional de Territórios Etnoeducacionais Indígenas para aperfeiçoar as políticas de educação para esses povos. Representantes das diferentes etnias, das instituições que já possuem cursos voltados para esse público e pesquisadores vão participar das reuniões do grupo (a partir da primeira quinzena de março) criado para desenhar o modelo dessa rede universitária.
Os universitários vão aprender a gerenciar os territórios (seus problemas e suas vantagens) indígenas de acordo com as especificidades locais. Os cursos, no entanto, não serão exclusivos para alunos indígenas. O objetivo é promover intercâmbio cultural.
Pouco mais de 10 mil indígenas estão matriculados no ensino superior (que possui cerca de 7 milhões de estudantes). Na educação básica, há 258.882 matrículas de alunos de várias etnias que sonham ingressa em uma universidade. Atualmente existem 20 instituições públicas que oferecem cursos de licenciatura interculturais aos índios. São graduações que formam professores, considerando as especificidades do ensino e da vida nas aldeias.
http://www.pagina20.net/cotidiano/mec-projeta-criacao-de-rede-universit…
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.