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A mata atlântica pode respirar em Itaiópolis

A Notícia - www.clicrbs.com.br
07 de Mai de 2010

O Instituto Rã-Bugio, ONG com sede em Jaraguá do Sul e que investe em educação ambiental e preservação da mata atlântica, deu mais um passo para concretizar a reserva natural na região de Itaiópolis. No fim de abril, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, do Ministério do Meio Ambiente, oficializou nova reserva particular do patrimônio natural (RPPN) na área conhecida como Refúgio do Macuco.

A área de 31,86 hectares se soma às já oficializadas RPPN's Corredeiras do Rio Itajaí e Taipas do Rio Itajaí. Outras duas áreas, a Taipa do Rio do Couro e a das Araucárias Gigantes, aguardam a tramitação do protocolo no ministério para serem oficializadas. As áreas devem ser protegidas de caçadores e madeireiros clandestinos com fundos do Instituto HSBC Solidariedade. As reservas somam uma área de 505 hectares e foram compradas pelo casal Germano e Elza Woehl, fundadores do Instituto Rã-Bugio, que mantem parcerias com empresas e governos.

"É um esforço para salvar da devastação estas últimas áreas preservadas de mata atlântica. Elas prestam um serviço essencial à população: protegem os recursos hídricos, a biodiversidade, evitam a erosão e estocam o carbono que, se liberado com o desmatamento, agrava o aquecimento global", diz Germano. A mata da reserva é considerada floresta primária - nunca foi cortada ou sofreu ação do homem. Lá há árvores raras e centenárias, como figueiras gigantes, canela-preta e canela-sassafrás, todas na lista de espécies em extinção.

A fauna marca presença no santuário. Só de aves, foram identificadas mais de 213 espécies. Entre elas o macuco, que dá nome à nova reserva e deixou de existir em quase toda a extensão da mata atlântica por causa da ação de caçadores. Podem ser vistos onças pardas e pintadas, gatos do mato e outros mamíferos de grande porte ameaçados de extinção.

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